Quinta-Feira, 20 de Abril de 2017, 08h:17

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Silval está em busca de delação premiada e apresenta provas ao MPE que podem comprometer muita“gente boa”

Redação

 

Em busca de comprovação documentais de suas afirmações ao Ministério Público Estadual (MPE), o ex-governador Silval Barbosa está juntando provas que podem incriminar um rol de pessoas poderosas das áreas política, empresarial e de instituições.

 

Embora a defesa do ex-governador negue que essa seja a sua intenção, o objetivo de Silval, de acordo com o que se filtra de matéria estampada na edição de hoje (20) do Diário de Cuiabá, é o de conseguir os benefícios da delação premiada. Aliás, a reportagem do jornal ven reforçar comentários que circulam nos meios jurídico e político dando conta que o ex-governador estaria articulando a delação, mas enfrentaria resistências de setores do MPE.

 

Os que se opõem à delação de Silval, acreditam que ele não tem mais nada a acrescentar aos fatos que já foram apurados nas investigações e com a tentativa de virar delator,  apenas iria  tumultuar o andamento dos processos em que está incurso.

 

Caso o recurso seja acatado pelo MPE e homologado pela Justiça, reduzirá a sua condenação quando for proferida a sentença nas ações por crime de corrupção que ele vem respondendo e que o mantém preso preventivamente desde setembro de 2015.

 

Confira a matéria na íntegra:

 

Ex-governador apresenta documentos, e-mail, áudios e vídeos para tentar convencer membros do MP

 

PABLO RODRIGO / Diário de Cuiabá

 

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) começou a apresentar várias provas dos seus depoimentos que vem fazendo junto ao Ministério Público Federal e Estadual (MPF-MPE) desde março deste ano. Na última terça-feira (18), Silval passou cerca de seis horas prestando informações a promotora de justiça Ana Cristina Bardusco Silva, que atualmente coordena o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) no Estado. 

 

Desde que começou a buscar o acordo de delação premiada no MPF e MPE, Silval vem apresentado diversos documentos que comprovariam o que vem dizendo aos órgãos, como e-mails, documentos, troca de mensagens e até áudios e vídeos que foram gravados pelo próprio ex-govornador. 

 

“Todos os depoimentos que ele vem fazendo estão sendo gravados. Mas o que mais chama atenção é que ele parece ter muitas provas de tudo vem falando. E isso envolve muitas pessoas”, disse um dos membros do Ministério Público de Mato Grosso ouvidos pelo Diário. 

 

"O Silval está falando tudo o que sabe e o que pode provar. Essa decisão é a última cartada que ele tem. E ele está falando e está dizendo que pode provar tudo. Então vamos aguardar os depoimentos e depois avaliar se procede e se as provas que ele diz ter condizem com os fatos. Só depois disso que vamos avaliar a possibilidade da proposta de colaboração premiada", diz outro promotor de justiça. 

 

Após os depoimentos, o MPE e MPF irão avaliar se firma ou não acordo de delação com o ex-chefe do Executivo Mato-Grossense. “Firmando o acordo irá se avaliar qual será o benefício que poderá ser a diminuição da pena, cumprindo mais um tempo em regime fechado e depois no semiaberto ou se irá para outro regime de cumprimento de pena como o regime domiciliar”, explicou o promotor. 

 

Sobre os longos depoimentos que Silval vem prestando se deve ao fato de que os promotores exigem muito mais do que já se sabe por conta das investigações e ações que já estão em andamento. 

 

"Agora isso pode levar tempo porque ele [Silval] também está prestando depoimentos junto ao Ministério Público Federal (MPF). Pode ser que tenhamos que fazer uma espécie de força tarefa colaborativa com o MPF para que possamos trocar informações e a partir daí iniciarmos o processo de investigação de novas denúncias e a comprovação de outras", explicou. 

 

Os depoimentos do ex-governador também deverão ser analisados pelo Naco - Núcleo de Ações de Competência Originária, por conta do envolvimento de pessoas com foro privilegiado, como deputados estaduais, prefeitos e vereadores. 

 

Já os depoimentos ao MPF envolveriam deputados federais e senadores, além de ligações nacionais junto ao PMDB e PT. 

 

Silval Barbosa está preso desde setembro de 2015, quando foi deflagrada a operação Sodoma, que atualmente já está em sua quinta fase. Sodoma apura desvios de recursos do erário por meio de cobrança de propina de empresários em troca de incentivos fiscais e fraudes em licitações e sobre a Operação Seven na qual é investigada a compra em duplicidade de uma área rural na região no Lago do Manso, por R$ 7 milhões, Silval também vem revelando outras articulações nada republicanas que ocorreram no tempo em que foi vice-governador e governador do Estado (2007-2014). 

 

A defesa do ex-governador Silval Barbosa vem negando publicamente os depoimentos e a intenção de se firmar um acordo delação premiada junto ao MPE e MPF. 

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) começou a apresentar várias provas dos seus depoimentos que vem fazendo junto ao Ministério Público Federal e Estadual (MPF-MPE) desde março deste ano. Na última terça-feira (18), Silval passou cerca de seis horas prestando informações a promotora de justiça Ana Cristina Bardusco Silva, que atualmente coordena o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) no Estado. 

 

Desde que começou a buscar o acordo de delação premiada no MPF e MPE, Silval vem apresentado diversos documentos que comprovariam o que vem dizendo aos órgãos, como e-mails, documentos, troca de mensagens e até áudios e vídeos que foram gravados pelo próprio ex-govornador. 

 

“Todos os depoimentos que ele vem fazendo estão sendo gravados. Mas o que mais chama atenção é que ele parece ter muitas provas de tudo vem falando. E isso envolve muitas pessoas”, disse um dos membros do Ministério Público de Mato Grosso ouvidos pelo Diário. 

 

"O Silval está falando tudo o que sabe e o que pode provar. Essa decisão é a última cartada que ele tem. E ele está falando e está dizendo que pode provar tudo. Então vamos aguardar os depoimentos e depois avaliar se procede e se as provas que ele diz ter condizem com os fatos. Só depois disso que vamos avaliar a possibilidade da proposta de colaboração premiada", diz outro promotor de justiça. 

 

Após os depoimentos, o MPE e MPF irão avaliar se firma ou não acordo de delação com o ex-chefe do Executivo Mato-Grossense. “Firmando o acordo irá se avaliar qual será o benefício que poderá ser a diminuição da pena, cumprindo mais um tempo em regime fechado e depois no semiaberto ou se irá para outro regime de cumprimento de pena como o regime domiciliar”, explicou o promotor. 

 

Sobre os longos depoimentos que Silval vem prestando se deve ao fato de que os promotores exigem muito mais do que já se sabe por conta das investigações e ações que já estão em andamento. 

 

"Agora isso pode levar tempo porque ele [Silval] também está prestando depoimentos junto ao Ministério Público Federal (MPF). Pode ser que tenhamos que fazer uma espécie de força tarefa colaborativa com o MPF para que possamos trocar informações e a partir daí iniciarmos o processo de investigação de novas denúncias e a comprovação de outras", explicou. 

 

Os depoimentos do ex-governador também deverão ser analisados pelo Naco - Núcleo de Ações de Competência Originária, por conta do envolvimento de pessoas com foro privilegiado, como deputados estaduais, prefeitos e vereadores. 

 

Já os depoimentos ao MPF envolveriam deputados federais e senadores, além de ligações nacionais junto ao PMDB e PT. 

 

Silval Barbosa está preso desde setembro de 2015, quando foi deflagrada a operação Sodoma, que atualmente já está em sua quinta fase. Sodoma apura desvios de recursos do erário por meio de cobrança de propina de empresários em troca de incentivos fiscais e fraudes em licitações e sobre a Operação Seven na qual é investigada a compra em duplicidade de uma área rural na região no Lago do Manso, por R$ 7 milhões, Silval também vem revelando outras articulações nada republicanas que ocorreram no tempo em que foi vice-governador e governador do Estado (2007-2014). 

 

A defesa do ex-governador Silval Barbosa vem negando publicamente os depoimentos e a intenção de se firmar um acordo delação premiada junto ao MPE e MPF.