Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 13h:44

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CADA QUAL TEM O SEU: “Sonho de consumo” do PMDB voltou a ser candidatura a governador de Antonio Joaquim

Redação

Principal partido de oposição ao governador Pedro Taques (PSDB) em Mato Grosso, o PMDB tem o seu “sonho de consumo” em termos de filiação partidária, e ele se chama Antonio Joaquim.

Conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), juntamente com mais quatro colegas (Valdir Teis, Sérgio Ricardo, Valter Albano e Carlos Novelli), todos eles acusados de terem extorquido R$ 53 milhões em propinas do ex-governador Silval Barbosa,  quando da eclosão da denúncia, Antonio Joaquim chegou a dizer que não mais iria se aposentar do cargo e permanecer, mesmo afastado.

O anúncio do conselheiro causou um baque no PMDB, principalmente porque Atonio Joaquim havia anunciado, há meses, que se aposentaria para ingressar na lide política, sinalizando que o partido poderia ser o PMDB, com cujos dirigentes já vinha dialogando. E o próprio deputado federal Carlos Bezerra, principal líder do partido no Estado, na época, deu várias entrevista anunciando a disposição do conselheiro em ingressar na militância política e partidária.

Voltando atrás, segundo o próprio conselheiro afirmou recentemente, o projeto de “dependurar a chuteira” no TCE estava arquivado e ele deve requerer sua aposentadoria em breve da Corte de Contas. 

 

Foi a senha para voltar a animar o velho “PMDB de guerra”, alimentando, novamente, as
expectativas na legenda no sentido de contar com um candidato próprio ao Governo do Estado,numa articulação com outras legendas menores e descontentes com o a gestão estadual.

O PMDB disputa a filiação de Joaquim com o PTB de Chico Galindo.

 

É o que se pode chamar de “sonho de consumo” político prestes acontecer com vistas a 2018. E que aumenta o desejo à medida que a sigla ainda enfrenta os desgastes da administração do ex-governador Silval Barbosa, em prisão domiciliar e respondendo a varias ações por crimes de corrupção e formação de quadrilha.

Um dos motivos pelo qual a legenda, obviamente, enfrenta dificuldades políticas para encontrar nomes eleitoralmente viáveis, no momento, e principalmente com disposição para assumir um projeto da envergadura de encarar uma disputa ao Governo do Estado.

Nesse contexto, Antonio Joaquim pode ser a solução.