Quinta-Feira, 09 de Novembro de 2017, 06h:26

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POR SUSPEITA DE FRAUDE: Antes que o problema se agravasse, PJC suspende concurso para delegado


Redação

Uma resposta rápida à fortes suspeitas de fraudes em concurso público na esfera policial,  que poderia ser mais uma “dor de cabeça”, e das grandes, na área já problemática da Segurança Pública, foi dada pela Polícia Judiciária Civil (PJC). Caso a providência não fosse tomada, poderia ser um motivo para manter sob questionamentos e dúvidas a disputa por vagas no cargo cobiçado. Antes que o porblema se agravasse, a opção foi a suspensão temporária, dando tempo para que as investigações em curso confirmem, ou não, a existência de irregulatidades.

Após a confirmação, por meio de perícia técnica, que um envelope foi parcialmente violado indicando que houve fraude, a Polícia Civil de Mato Grosso suspendeu o concurso público para delegado substituto por 60 dias.

Justifica que a medida foi adotada até a conclusão do inquérito policial presidido pela Gerência de Combate do Crime Organizado (GCCO) e o inquérito civil do Ministério Público Estadual (MPE), que apuram suspeita de violação dos lacres de envelopes contendo provas. Foram mais de 13 mil inscritos disputando vagas para um salário de R$ 19 mil.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8), em reunião com a Comissão do Concurso, Polícia Judiciária Civil, Ministério Público, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), antigo Cespe, Organização Social de Brasília, empresa contratada para o certame.

Outra denúncia, além da violação de envelope, é que no dia do concurso circularam fotos da prova e do cartão de questões pelas redes sociais antes do término da primeira prova, aplicada no dia 8 de outubro deste ano, um domingo. No mesmo dia, candidatos denunciaram as irregularidades no certame conduzido pela Cebraspe - Cespe/UnB.

À ocasião, uma advogada que, de fora do Estado, mas veio tentar uma vaga aqui, chegou a formalizar a denúncia no plantão do Ministério Público Estado (MPE).

Laudo que aponta violação em um envelope é assinado pelo perito Flávio Yuudi Kubota, após análise do material. De acordo com o diretor de criminalística Luis Shibassaki, já foi encaminhado ao delegado Diogo Santana, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) que conduz o inquérito do caso.

Sob argumento de que as investigações correm em sigilo Shibassaki e Santana não revelam todo o teor da perícia. Justificam que isso atrapalharia a apuração dos fatos.

Procurado pelo Gazeta Digital na manhã desta quarta-feira, o Cebraspe divulgou nota afirmando que todo envelope de prova é acondicionado em malotes, fechados com lacre de aço, e cuja inviolabilidade foi atestada por candidatos presentes ao local de aplicação.

Chegou atestar que "a inviolabilidade do malote assegura a integridade dos envelopes de prova que estavam em seu interior. Assim sendo, o Cebraspe ressalta que nenhum envelope de prova foi violado, o que garante a lisura de todo o processo".
POR SUSPEITA DE FRAUDE: Antes que o problema se agravasse, PJC suspende concurso para delegado
Redação
Uma resposta rápida à fortes suspeitas de fraudes em concurso público na esfera policial,  que poderia ser mais uma “dor de cabeça”, e das grandes, na área já problemática da Segurança Pública, foi dada pela Polícia Judiciária Civil (PJC). Caso a providência não fosse tomada, poderia ser um motivo para manter sob questionamentos e dúvidas a disputa por vagas no cargo cobiçado.

Após a confirmação, por meio de perícia técnica, que um envelope foi parcialmente violado indicando que houve fraude, a Polícia Civil de Mato Grosso suspendeu o concurso público para delegado substituto por 60 dias.

Justifica que a medida foi adotada até a conclusão do inquérito policial presidido pela Gerência de Combate do Crime Organizado (GCCO) e o inquérito civil do Ministério Público Estadual (MPE), que apuram suspeita de violação dos lacres de envelopes contendo provas. Foram mais de 13 mil inscritos disputando vagas para um salário de R$ 19 mil.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8), em reunião com a Comissão do Concurso, Polícia Judiciária Civil, Ministério Público, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), antigo Cespe, Organização Social de Brasília, empresa contratada para o certame.

Outra denúncia, além da violação de envelope, é que no dia do concurso circularam fotos da prova e do cartão de questões pelas redes sociais antes do término da primeira prova, aplicada no dia 8 de outubro deste ano, um domingo. No mesmo dia, candidatos denunciaram as irregularidades no certame conduzido pela Cebraspe - Cespe/UnB.

À ocasião, uma advogada que, de fora do Estado, mas veio tentar uma vaga aqui, chegou a formalizar a denúncia no plantão do Ministério Público Estado (MPE).

Laudo que aponta violação em um envelope é assinado pelo perito Flávio Yuudi Kubota, após análise do material. De acordo com o diretor de criminalística Luis Shibassaki, já foi encaminhado ao delegado Diogo Santana, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) que conduz o inquérito do caso.

Sob argumento de que as investigações correm em sigilo Shibassaki e Santana não revelam todo o teor da perícia. Justificam que isso atrapalharia a apuração dos fatos.

Procurado pelo Gazeta Digital na manhã desta quarta-feira, o Cebraspe divulgou nota afirmando que todo envelope de prova é acondicionado em malotes, fechados com lacre de aço, e cuja inviolabilidade foi atestada por candidatos presentes ao local de aplicação.

Chegou atestar que "a inviolabilidade do malote assegura a integridade dos envelopes de prova que estavam em seu interior. Assim sendo, o Cebraspe ressalta que nenhum envelope de prova foi violado, o que garante a lisura de todo o processo".