Quinta-Feira, 07 de Dezembro de 2017, 12h:32

Tamanho do texto A - A+

CACIQUISMO: Na base do “morde e assopra”, Júlio Campos começa a pautar a sua relação e a do Dem com o governador Pedro Taques


Redação
Veterano cacique da política mato-grossense, o ex-governador Júlio Campos, mestre das artes e manhas do poder, usa a tática do “morde e assopra” no que tange ao seu relacionamento e do DEM, do qual é um dos principais dirigentes no Estado, com o governador Pedro Taques.

Entre afagos e críticas, Campos vai limitando o espaço da convivência política com Taques e, por certo, o velho cacique sabe aonde quer chegar: ocupar posições mais estratégicas na disputa eleitoral de 2018.  Na qual o Dem almeja ser o principal aliado do tucano, em caso deste tentar a reeleição, como também poderá vir a ser o seu principal adversários. 

 

Vai se aproximando o ano das eleições, época de rever alianças, segundo determina a cartilha do "politiquês", idioma que Júlio conhece de cor e salteado.

Assim,, na melhor escola da matreirice e equação política, Júlio Campos vai colocando as suas cartas na mesa ou, conforme queiram, mexendo as pedras nesse intricado xadrez da sucessão estadual.

Para entender melhor a estratégia de Campos, leia alguns trechos de uma de suas entrevistas.

Referindo-se a 2018, ele disse: "O DEM ainda não tem nenhuma conversa neste sentido, para o próximo ano", afirmou Júlio em recente entrevista a um dos programas da Rádio Vila Real de Cuiabá.

No entanto, Júlio Campos assegurou que o seu partido, o Democratas, manterá o compromisso de apoiar a administração de Pedro Taques até o final do seu mandato que se encerra em 31 de dezembro do próximo ano.

"Disse e repito nessa mesma emissora, que o nosso compromisso com o atual governador é muito sincero. Já falei isso para ele e todos os seus assessores, de que o apoio do DEM é com o seu mandato até o final de 2018, dando tranquilidade para que ele faça um bom governo. Mas não temos nada conversado sobre a possibilidade de sua reeleição", esclareceu Júlio. 

"O desgaste do governo é bastante grande e acredito que o Pedro Taques não terá a mesma facilidade que teve há quatro anos", disse.


"Temos que reconhecer. O nosso governo está desgastado. E no meio de 2018, a campanha estará nas ruas e o governador não tiver bons índices de aceitação, terá dificuldades para se reeleger", afirmou.

Ao responder a uma das perguntas dos ouvintes sobre o VLT, Júlio Campos disse que, o governador deveria ter cumprido com a promessa de campanha de concluir as obras paradas da Copa de 2014. "A não retomada das obras da Copa de imediato, foi um dos graves erros dessa gestão. Foi promessa de campanha que não se concretizou. O governador deveria ter feito o sacrifício para terminar esse VLT”.