Domingo, 07 de Janeiro de 2018, 20h:56

Tamanho do texto A - A+

“GRILAGEM” E VENDA DE LOTES: Líder sem-terra que comandou invasão de fazenda de Silval Barbosa já foi preso e processado em Rondonópolis

 Redação

Reportagem do site e jornal A Gazeta, deste domingo (7), aponta que um dos principais líderes de um grupo de sem-terras que invadiu uma fazenda do ex-governador Silval Barbosa, no Nortão, Wendell Girotto já teria sido alvo de ação da justiça, no município de Rondonópolis, no Sul do Estado, por “grilagem” e venda ilegal de lotes a posseiros.

Por outro lado, a redação do Página Única, entrou em contato com representantes do Movimento  dos Trabalhadores Sem–Terra (MST) que alegaram desconhecer a militância de Girotto na entidade que tem abrangência nacional. O que leva à suposição que ele lidere um grupo à parte do MST.

Confira, agora, a matéria estampada pelo site Gazeta Digital cuja transcrição segue na íntegra:

Cooperativa desmente denúncia sobre venda ilegal de lotes na fazenda de Silval

Celly Silva, repórter do GD

Após a ocupação por sem-terras da Fazenda Serra Dourada 2, entregue à Justiça pelo ex-governador Silval Barbosa, e denúncia de que pessoas estariam ameaçando as famílias, se dizendo compradoras de lotes da terra, a Cooperativa da Agricultura Familiar do Norte de Mato Grosso emitiu uma nota repudiando as afirmações do coordenador do Movimento 13 de Outubro, Wendell Girotto, responsável por levar o caso à imprensa.

Segundo o presidente da cooperativa, Waldir Theodoro, as afirmações de Wendell sobre ameaças e vendas de lotes na fazenda de Silval são inverídicas. “Nunca houve venda de lotes na referida propriedade, sendo esta uma prática que não é tolerada pela cooperativa; nunca houve ameaça de ninguém da cooperativa a quem quer que seja”, afirma.

Além de negar as acusações, o presidente da cooperativa desqualifica Wendell Girotto, elencando matérias jornalísticas que mostram que, no passado, ele foi preso e processado por venda ilegal de venda de lotes, no município de Rondonópolis, além de ter liderado outras manifestações de sem-terras. A cooperativa afirma que vai processar o militante.

Waldir Theodoro afirma na nota que lamenta e estranha a denúncia sobre a venda de lotes, uma vez que a fazenda de Silval Barbosa, que faz parte das terras devolutas do Estado, cujo processo de regularização fundiária está em andamento. “Além de vazia, [a denúncia] parece visar pura e simplesmente gerar conflito dentro de uma área pacificada”, diz trecho da nota também assinada pelo advogado da cooperativa.

Relembre o caso

No dia 25 de dezembro, cerca de 300 famílias, que somam mais de 500 pessoas, ocuparam a Fazenda Serra Dourada 2, em Peixoto de Azevedo (691 Km ao norte de Cuiabá), sob a organização da Ação Nacional Unificada, movimento que reúne grupos de trabalhadores rurais e sem-terras de oito estados.

Na ocasião, Wendell Girotto denunciou que funcionários e ex-funcionários da fazenda, além de moradores da região apareceram na área dizendo ter comprado lotes do imóvel junto a um advogado da cidade, identificado como “Pascoal”, e servidores do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), na expectativa de serem assentados.

Ao chegarem na fazenda e encontrarem o acampamento, esses supostos compradores teriam ficado surpresos, relatando que teriam comprado terrenos entre R$ 3 mil a R$ 10 mil no mesmo local, chegando a fazer ameaças aos ocupantes.

Após a ocupação por sem-terras da Fazenda Serra Dourada 2, entregue à Justiça pelo ex-governador Silval Barbosa, e denúncia de que pessoas estariam ameaçando as famílias, se dizendo compradoras de lotes da terra, a Cooperativa da Agricultura Familiar do Norte de Mato Grosso emitiu uma nota repudiando as afirmações do coordenador do Movimento 13 de Outubro, Wendell Girotto, responsável por levar o caso à imprensa.

Segundo o presidente da cooperativa, Waldir Theodoro, as afirmações de Wendell sobre ameaças e vendas de lotes na fazenda de Silval são inverídicas. “Nunca houve venda de lotes na referida propriedade, sendo esta uma prática que não é tolerada pela cooperativa; nunca houve ameaça de ninguém da cooperativa a quem quer que seja”, afirma.


Além de negar as acusações, o presidente da cooperativa desqualifica Wendell Girotto, elencando matérias jornalísticas que mostram que, no passado, ele foi preso e processado por venda ilegal de venda de lotes, no município de Rondonópolis, além de ter liderado outras manifestações de sem-terras. A cooperativa afirma que vai processar o militante.

Waldir Theodoro afirma na nota que lamenta e estranha a denúncia sobre a venda de lotes, uma vez que a fazenda de Silval Barbosa, que faz parte das terras devolutas do Estado, cujo processo de regularização fundiária está em andamento. “Além de vazia, [a denúncia] parece visar pura e simplesmente gerar conflito dentro de uma área pacificada”, diz trecho da nota também assinada pelo advogado da cooperativa.

Relembre o caso

No dia 25 de dezembro, cerca de 300 famílias, que somam mais de 500 pessoas, ocuparam a Fazenda Serra Dourada 2, em Peixoto de Azevedo (691 Km ao norte de Cuiabá), sob a organização da Ação Nacional Unificada, movimento que reúne grupos de trabalhadores rurais e sem-terras de 8 estados.

Na ocasião, Wendell Girotto denunciou que funcionários e ex-funcionários da fazenda, além de moradores da região apareceram na área dizendo ter comprado lotes do imóvel junto a um advogado da cidade, identificado como “Pascoal”, e servidores do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), na expectativa de serem assentados.

Ao chegarem na fazenda e encontrarem o acampamento, esses supostos compradores teriam ficado surpresos, relatando que teriam comprado terrenos entre R$ 3 mil a R$ 10 mil no mesmo local, chegando a fazer ameaças aos ocupantes.