Segunda-Feira, 08 de Janeiro de 2018, 00h:01

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Max Russi “detona” herança deixada pelo ex-governador e cita “bombas” que explodiram no colo de Pedro Taques

Redação

O secretário-chefe da Casa Civil de Pedro Taques (PSDB), deputado estadual licenciado Max Russi (PSB), normalmente comedido quando se trata de fazer críticas, abriu a “caixa de ferramentas” contra o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) por este ter deixado, na visão do secretário, várias “bombas” de efeito retardado e que só vieram explodir na gestão do atual governador, que iniciou o seu mandato em 1º de janeiro de 2015, sucedendo Silval no comando do Estado.

Russi elenca que Barbosa administrou Mato Grosso durante um período de “vacas gordas”, ou seja, quando a economia do país estava “bombando”, ao contrário da fase crítica, iniciada, coincidentemente,  a partir de 2015 e que só agora, três anos após, o Brasil dá sinais de ter saído da recessão econômica.

 

Além dessa dificuldade conjuntural na economia, Taques assumiu o Estado com várias “armadilhas” deixadas por Silval, como diversos aumentos e reposições de carreiras do funcionalismo e o repasse do Fethab para os municípios que começaram a vigorar na gestão do tucano. Sem falar que o caixa fazendário estava sucateado.


 “O Silval pegou um momento de economia forte. Além disso, deixou um monte de bomba para estourar no governo seguinte. O próprio Fethab para os municípios não existia. Só no governo Pedro Taques foram quase R$ 600 milhões pagos aos municípios. Fizeram a lei, mas que só iria vigorar depois de 2015, com outro governador. Fizeram mais de cem leis deixando reposições e aumentos, para o governo seguinte. É uma discussão longa”, explica Russi em declarações à Imprensa.


“Pegamos a maior crise deste país. Se não tivéssemos um governo transparente, correto e honesto como o do Taques, a situação seria muito pior. Se estivesse do jeito que estava, teríamos muito mais dificuldades”, prosseguiu.


TRAJETÓRIA

O ex-governador Silval Barbosa, após deixar o comando do Estado, que ele governou entre 2011 a 2014, acabou sendo preso em setembro de 2015 . Em junho de 2017, ele deixou o cárcere do Centro de Custódia de Cuiabá e foi posto em prisão domiciliar, após fazer um acordo de colaboração premiada.

Silval é réu nas Operações Sodoma e Seven, além de ser investigado na Ararath. Sua delação desencadeou a Operação Malebolge, que investiga, entre outros, parlamentares estaduais e seis dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Respondendo várias ações, o ex-chefe do executivo mato-grossense já foi condenado a 13 anos de prisão e fez acordo judicial devolver cerca de R$ 80 milhões aos cofres públicos.