Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 09h:20

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BOMBA NO COLO: Governo do Estado prioriza “engenharia financeira” para diminuir impacto de dívida dolarizada na gestão passada e que ficou como “herança”

Redação

Dolarizada na gestão do ex-governador Silval Barbosa, à épóca chegou a ser “vendida” à população como um “bom negócio” para Mato Grosso, mas com a disparada da cotação da moeda norte-americana frente ao real, a dívida de Mato Grosso com o Bank of América, que vem numa espiral crescente, é um dos imensos “gargalos” financeiros do Governo do Estado. Ou um “poço sem fundo” a drenar recursos públicos já escassos.

Essa que é uma das “bombas” deixadas no colo do governador Pedro Taques (PSDB), está em delicado processo de desativação conduzido pelo secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

A operação  consiste em transferir o débito dolarizado com a instituição financeira privada dos Estados Unidos para um outra de caráter, digamos assim, público – o Banco Mundial.

Se for bem sucedidda, essa mudança de “dono” da dívida galopante pode respresentar uma economia de R$ 150 milhões, além de um escalonamento maior e mais favorável - um “folêgo” no caixa fazendário.

No entanto, para finalizar o entendimento com o Banco Mundial, um  caminho complexo no intricado mundo das finanças internacionais precisa ser trilhado pelo Governo de Mato Grosso.

Essa trajetória passa pela aprovação da proposta no comitê do banco em Washington, na Secretaria do Tesouro Nacional e no Senado.

O secretário, por determinação do governador Pedro Taques, vem acelerando  a renegociação e espera concluí-la até o mês de setembro, quando vence a segunda parcela semestral dessa dívida com o Bank of America, no valor de US$ 37 milhões.

O Estado deve ainda US$ 400 milhões ao Bank of América, a serem pagos em uma prazo de 5 anos, o que totalizaria R$ 1 bilhão.

Já a proposta do Banco Mundial é comprar a dívida, com pagamento a ser feito em parcelas mensais, a uma taxa de juros de 1,5% ano, durante 30 anos.

“Essa é a proposta deles. A dívida final fica menor em torno de R$ 150 milhões, pois temos mais 5 anos para pagar o Bank of América. Se nós formos pagar, vamos gastar R$ 1 bilhão. Se renegociarmos, vamos ter economia de R$ 150 milhões”, resume Gallo.

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