Quarta-Feira, 13 de Junho de 2018, 13h:10

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Com escolta suspensa pelo TJMT, Selma recorre ao governador Pedro Taques em busca de segurança

Redação

Após ter a escolta que lha dava segurança suspensa pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a juíza aposentada Selma Rosane de Arruda (PSL), pré-candidata ao Senado, recorreu ao governador Pedro Taques (PSDB) pedindo proteção policial em seus deslocamentos.

Em atendimento à solicitação da ex-magistrada e agora candidata, o governador Pedro Taques determinou à  Casa Militar que, a partir de agora, adote medidas para garantir a escolta policial.

 O ato acontece após a Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) ter suspendido definitivamente o aparato destinado a segurança pessoal da magistrada.

Alegando que a falta de proteção "lhe causa risco de morte em razão da aposentadoria ser recente, somado a possíveis atos de vingança de réus dos processos em que atuou", diz um trecho do pedido encaminhado ao governador.

No entanto, a  ex-juíza antecipa que o aparato  será utilizado apenas "até o julgamento de recurso por ela imposto junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em face a decisão do TJMT que indeferiu pedido de continuidade de tal escolta após sua aposentadoria", destaca no requerimento.

Ela justifica o pedido de escolta em razão de ameaças que vem recebendo em virtude de sua atuação na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

No desempenho da magistratura, ela foi responsável por processos relacionados a organizações criminosas atuantes no Estado, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Julgou também casos de corrupção no Estado. Foi responsável por decretar as prisões de políticos, como o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia, José Riva.

Para assegurar legalidade ao ato em que atende ao pedido de Selma Rosane, o governador editou um decreto na manhã desta quarta-feira (13).

“A Casa Militar do Estado de Mato Grosso, compete assistir direta e imediatamente ao Governador do Estado [...] zelar pela segurança pessoal do Governador, do Vice-Governador e respectivos familiares, dos titulares dos órgãos essenciais do Governo do Estado e de outras autoridades ou personalidades quando determinado pelo Governador e ainda outras atribuições que lhe forem confiadas”, diz o decreto.