Sexta-Feira, 01 de Julho de 2011, 10h:54

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Empresa têxtil irá investir em projeto de ressocialização em MT

A Crevat – empresa têxtil e confecções de cama, mesa e banho será a próxima a participar do Projeto Presídio Produtivo de Mato Grosso. O convênio foi assinado esta semana. A Pelmex, que já faz parte do projeto, será responsável pela fabricação de 210 mil colchões por ano.

O Estado está caminhando para implementação do Projeto Presídios Produtivos, que tem a finalidade de ressocializar os reeducandos da Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). A ideia é qualificar os reeducandos para que tenham uma oportunidade no mercado de trabalho e o mais importante, que não voltem a ser reincidentes.

“Essa iniciativa é muito boa, pois favorece o Estado, a empresa e os reeducandos. Eu acredito que esses funcionários serão muito mais fiéis e dedicados, pois é uma oportunidade única para eles. Queremos realmente fazer a diferença”, relata um dos proprietários da Crevat, David Spighel.

A Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) está sendo peça fundamental para o desenvolvimento do projeto. De acordo com o Secretario, Pedro Nadaf, a Sicme que buscou a parceria a vinda dessas empresas para Mato Grosso e o incremento do projeto Presídios Produtivos é um exemplo para o resto do Brasil.

Roberto Spighel, também proprietário da Crevat, ressalta que o processo de seleção dos funcionários será feito juntamente com o Governo do Estado e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. “Os reeducandos irão passar por um processo de qualificação e irão receber pelo serviço prestado”.

INICIATIVA

Essa é uma iniciativa inédita em grande escala em todo o Brasil, por isso a Sicme criou linhas de incentivos para que outras regiões possam se adequar ao projeto. O investimento previsto para cada empresa será de aproximadamente R$ 9 milhões que irá gerar cerca de 300 empregos por empreendimento. “Aqui no Estado existem projetos parecidos dentro dos presídios, mas nenhum em grande escala”, diz o secretário adjunto Élio Rasia.

As empresas associadas ao projeto não vão colaborar somente com o crescimento dos reeducandos, mas também com o amparo de suas famílias. Todas as empresas envolvidas no Projeto Presídios Produtivos serão incentivadas pelo Governo do Estado.