Quinta-Feira, 10 de Agosto de 2017, 13h:55

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Facções podem estar por trás de execuções ocorridas em MT com crimes expostos em redes sociais

Redação

Disputas sangrentas entre facções criminosas pelo comando interno de presdídios mato-grossenses, notadamente a Penitenciária Central do Estado e a do Carumbé, podem estar por trás de mortes de presos e ex-detentos ou pessoas com passagens policiais, executados de forma violenta, como a degola, e cuja bárbarie e exposta em vídeos.

É fato que esse banditismo explícito em solo mato-grossense ainda é pequeno, quando comparado com o que ocorre em outras  regiões do país, inclusive em Estados fora do eixo do Rio de Janeiro, onde a criminalidade adquiriu contornos de “guerra civil” endêmica.

Um desses casos de morte, entre outros, é o assassinato do ex-taxista Douglas da Silva Dantas, 34, ocorrido na noite de terça-feira (8).

A execução da vítima foi filmada e fotografada, sendo divulgada em redes sociais – o que leva a crer se tratar de “recado” de bandos criminosos para rivais do submundo. Douglas tinha passagens criminais e já esteve preso por roubo e tráfico de drogas.

A oropósito dessa que pode ser mais uma morte tipo “queima de arquivo” ou motivada por vingança ou acerto de contas entre bandidos, o delegado André Renato disse: "Não podemos apontar detalhes, as investigações estão sob sigilo, mas trabalhamos para elucidar os casos, não só esse, mais outros que também aparentam semelhança", afirmou o titular da DHPP, em entrevista ao programa Cadeia Neles, da TV Record.

O uso de redes sociais para expor ações violentas virou prática comum na bandidagem que se organiza em facções como CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital).

Um exemplo: Presos da Penitenciária Central do Estado (PCE) divulgaram recentementea execução por enforcamento de Amaro Manoel dos Santos Neto, 23, natural de Maceió, Alagoas, no raio 5 da unidade. Quatro detentos foram responsabilizados pelo crime.