Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 11h:37

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Segurança Pública suspeita que bandidos do CV, ao invés de resgate foram executar preso dentro de UPA

Redação


A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) determinou reforço das Polícias Militar e Civil para a prisão dos criminosos que feriram cinco pessoas na tarde desta terça-feira (13), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morada do Ouro, em Cuiabá. As primeiras informações apontaram que os criminosos que invadiram a UPA, tinha como objetivo resgatar o preso José Edmilson Bezerra Filho, 31 anos, que recebia atendimento médico na unidade de saúde.

Todavia, informações colhidas no decorrer da noite apontam que, na verdade, os criminosos teriam ido a unidade de saúde para executar o detento. Por outro lado, fontes do sistema penitenciário não concordam com essa versão, tendo em vista que dos tiros disparados pelos bandidos nenhum foi dirigido contra o preso.

 

José Edmilson não chegou a ser resgatado e permaneceu sob custódia. Ele está detido pelo crime de homicídio. Ele é apontado como autor de um assassinato de um integrante do Comando Vermelho na cidade de Rondonópolis.

O detento já teria até prestado depoimento e dito que era o alvo dos bandidos. O assassinato dele só não concretizou porque o agente prisional reagiu.

No tiroteio na UPA, em meio a pacientes e profissionais, ficaram feridos agente prisional Dirley de Pinho Pedro, 33, o bebê Vítor Hugo Camargo Martins, de apenas 6 meses, a mãe dele, Estefani de Camargo Santos, 22, Dayana da Silva Romão, e Rosimere Sousa da Silva, 51.

Os feridos estão internados no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá e todos estão estáveis. O bebê já foi submetido a cirurgia e passa bem.

Ainda assim, a Polícia Militar destacou uma equipe policial para acompanhar a situação dos feridos na unidade. Uma equipe da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) acompanha a situação do agente prisional ferido.

Cápsulas de projeteis de armas de fogo foram recolhidas no local e serão encaminhadas à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que também esteve no local realizando a coleta de vestígios para auxiliar nas investigações da Polícia Civil.

Os criminosos fugiram e as Polícias Civil e Militar trabalham para identificar e prendê-los.