Quinta-Feira, 13 de Abril de 2017, 21h:29

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Bovespa fecha em queda e dólar sobe com cautela diante de cenários políticos

 

Redação

 

 

O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira (13), com o mercado cauteloso sobre os desdobramentos das delações no âmbito da operação Lava Jato e véspera de feriado.

 

O Ibovespa caiu 1,67%, a 62.826 pontos. 

 

As delações da Odebrecht continuaram nos destaques do noticiário, que inclui menções ao presidente Michel Temer.

 

Segundo um dos delatores, ele teria comandado o pagamento de propina de US$ 40 milhões ao PMDB em 2010, quando era candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff.

 

Entre as notícias positivas para o mercado, o Banco Central acelerou o passo na véspera e cortou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, conforme esperado, e atrelou a manutenção desse ritmo de corte à evolução da atividade econômica, aos fatores de risco e às projeções e expectativas de inflação.

 

Às 12h41, o Ibovespa recuava 0,51%, a 63.563 pontos.

 

Às 14h18, o índice tinha alta de 1,13%, aos 63.166 pontos.

 

Petrobras caiu e os bancos Itaú e Bradesco recuaram com força, ajudando a empurrar a baixa do índice. Já a Vale subiu mais de 1%, em sessão de dados sem direção comum para os preços do minério de ferro na China. E a Embraer foi o maior destaque de baixa, em queda de mais de 5%.

 

O dólar, por sua vez, fechou em alta nesta quinta-feira (13), em meio a preocupações com o cenário geopolítico global.

 

A moeda norte-americana avançou 0,40%, vendida a R$ 3,1465. 

 

A moeda subiu ante o real depois que os EUA lançaram sua maior bomba não-nuclear, conhecida como "a mãe de todas as bombas", no leste do Afeganistão, contra uma série de cavernas usadas por militantes do Estado Islâmico, segundo militares norte-americanos.

 

Às 12h43, a moeda norte-americana subia 0,13%, a R$ 3,1295.

 

Às 14h19, a moeda tinha alta de 0,57%, a R$ 3,1432.

 

Entretanto, a moeda operou em queda pela manhã, após comentários de Trump na véspera, que romperam com uma prática de longa data das administrações dos Democratas e dos Republicanos de se absterem de comentar sobre a política definida pelo independente Federal Reserve, banco central dos EUA. Também é incomum para um presidente falar sobre o valor do dólar, assunto normalmente deixado para o secretário do Tesouro dos EUA.

 

Internamente, os investidores continuaram cautelosos com a cena política.

 

O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão, por ora. Em maio, vencem US$ 6,389 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.