Quarta-Feira, 13 de Junho de 2018, 12h:00

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Greve dos caminhoneiros causou prejuízos de R$ 15 bi ao país, mas seus efeitos foram mais sentidos na economia de MT

Redação

 

Estados produtores, a exemplo de Mato Grosso, que dependem do escoamento de suas safras basicamente através de transportes rodoviários, foram os mais afetados em sua economia pela greve dos caminhoneiros. Os efeitos desses prejuízos deverão perdurar por vários meses, tanto para empresas atingidas pela paralisação, como para as finanças públicas que deverão perder receitas.

E esses estragos só não foram maiores na economia mato-grossense - é possível avaliar agora, após cerca de 15 dias do fim da greve - em função de que o Executivo estadual foi um dos pirmeiros em nível nacional a decretar medidas emergenciais para minimizar os efeitos da greve.

 

No país

 

A equipe econômica do governo federal estima que o impacto da greve dos caminhoneiros custou ao país R$ 15 bilhões, ou 0,2% do PIB. De acordo com o Ministério da Fazenda, o número foi discutido na segunda-feira, 11, em reunião com o ministro Eduardo Guardia e economistas do setor privado.

Na segunda, Guardia admitiu que o governo poderá rever para baixo a previsão oficial para o crescimento da economia neste ano, que está em 2,5%. Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana.

A aposta do mercado é que o PIB cresça menos do que 2% em 2018. Guardia chegou a dizer que algumas estimativas sobre o impacto da paralisação estavam exageradas e que os economistas já vinham observando perda de ritmo da economia antes da greve.

"Revemos a previsão a cada dois meses, quando divulgamos a programação orçamentária. Então, vamos continuar fazendo isso. Pode ser uma revisão para baixo", afirmou o ministro da Fazenda.