Terça, 20 de julho de 4-13, 21h55
CAIU DO CAVALO: Ex-deputado ironiza adversários antes de descobrir que ele também está na "Lista de Fachin"


É AQUELA VELHA HISTÓRIA: "MACACO OLHA TEU RABO" OU, SE PREFERIREM, "PIMENTA NO 'ROSCOFE' DOS OUTROS NÃO ARDE"

 

Recém-filiado ao PSOL , o ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago foi surpreendido ao ironizar a presença de adversários políticos na lista de alvos de pedidos de inquéritos baseados na delação premiada da Odebrecht e descobrir logo após que seu nome também está na famosa "Lista de Fachin". Espécie de "quem é quem"  da política brasileira.

 

A relação dos inquéritos que envolvem autoridades com foro privilegiado foi publicada com exclusividade pelo Grupo Estado. "Ministro Fachin aperta o cerco e toca inquéritos para todos os lados. Novidades: Pernambuco está bem representado no time a ser investigado. Vai do ex-Prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Vado da Farmácia, passa por ex-governador e Senador, atual Deputado Federal Jarbas Vasconcelos, segue pelo Senador Fernando Bezerra Coelho e pelo "Ministro" de Temer, Bruno Araújo". 

 

"Vamos ver suas respostas. Que tudo seja investigado. Com transparência, sem qualquer tipo de sigilo. E vem mais por ai", escreveu em sua página no Facebook o ex-deputado, que deixou a Câmara em 2014 após três mandatos. Horas depois, foi avisado por um seguidor: "Seu nome está na lista Paulo!" O nome do ex-deputado consta em petição enviada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), à Justiça Federal de Pernambuco. 

 

A relação das petições enviadas a instâncias inferiores foi divulgada pelo Supremo pouco depois de o Estado divulgar as decisões sobre os primeiros inquéritos. Como Santiago não tem foro privilegiado, caberá a um juiz de primeira instância decidir sobre a abertura de investigação. No documento, Fachin relata que "colaboradores" da Odebrecht noticiam o pagamento de R$ 76 mil à campanha de Santiago à Câmara em 2010. 

 

"O referido valor foi transferido por meio do Setor de Operações Estruturadas e que há registro no Sistema 'Drousys'", escreve Fachin na petição. Drousys é o nome do sistema usado pela Odebrecht para pagar propina. Após o aviso do usuário, Santiago relativizou a lista e disse que, no seu caso, a Justiça ainda vai decidir se abre inquérito ou arquiva o pedido da procuradoria. 

 

"Meu nome, em documento que é público, tem uma citação de aporte de R$ 76 mil para campanha, citação que será remetida a Justiça Federal, que pode arquivar, abrir inquérito ou não. E não há citação referente à propina ou troca de interesses entre as empresas e qualquer ato eventualmente cometido por mim. Entendeu agora? Vamos manter as informações corretas para atender ao interesse público." 

 

No dia seguinte, o ex-deputado, que já foi filiado ao PT e ao PDT, voltou às redes sociais e publicou um longo texto em que se defende e diz estar "tomando as providências necessárias para conhecer o teor da petição ora encaminhada à Justiça Federal de Pernambuco." 

(Com Agência Estado)

 


Fonte: Página Única
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