Quarta, 20 de julho de 5-19, 07h06
MUITO ALÉM DOS "GRAMPOS"
Aparato de Segurança de MT desvenda crime de repercussão internacional e cinco envolvidos têm prisão decretada


Redação

 

A chacina de nove trabalhadores rurais e posseiros, torturados e mortos a tiros e golpes de facão, em uma gleba de difícil acesso no município de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), ocorrida  em 19 de abril, é um crime já esclarecido, com mandante e autores identificados pelo aparato de Segurança Pública mato-grossense, que agiu rapidamente para elucidar uma barbárie que expôs a imagem do Estado aos olhos da Imprensa nacional e internacional e por consequência às críticas da opinião pública. Desgastes que poderiam ser maiores se não fosse a intervenção positiva no caso da polícia estadual.

 

Com efeito, merece destaque a atuação eficiente dos policiais militares e civis e de órgãos como a perícia criminal e de inteligência nesse episódio por apontar no sentido que, felizmente, no âmbito da Secretaria Estadual de Segurança Pública, se existiram ou existem supostas ocorrências negativas como a de "grampos" clandestinos acusados de terem sido feitos por um grupo da PM contra dezenas de pessoas, também atua uma imensa maioria de agentes civis e fardados empenhados em combater a violência e a criminalidade - e com resultados positivos para a sociedade. 

 

Com os executores da chacina descobertos, agora o magistrado Ricardo Frazon Menegucci  decretou a prisão preventiva do madeireiro Valdelir João de Souza, conhecido como “Polaco Marceneiro”, apontado como o mandante do crime.

 

Dos cinco denunciados, Valdelir e Moisés Ferreira de Souza, vulgo Sargento ou Moisés do COE, continuam foragidos. Já estão presos Pedro Ramos Nogueira, o “Doca”, funcionário de Valdelir, Paulo Neves Nogueira, Roaldo Dalmoneck, o “Sula”. Os cinco foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado (mediante paga, tortura e emboscada).

Divulgação PJC

 

Em seu despacho o magistrado aponta que: “em relação ao crime de constituição de milícia privada, os indícios de autoria e a prova da materialidade são aferidos por meio dos mesmos depoimentos, os quais apontam que, em tese, o Sr. Valdelir, em conjunto com os demais réus, praticava violência contra as pessoas que estavam na região a fim de garantir a exploração de uma atividade econômica. Reporto ao fato de que os réus cruelmente torturaram as vítimas dos homicídios, com o intuito de deixar uma mensagem bem clara para quem contrariasse os desígnios do grupo. Tal mensagem por si só já seria o bastante para intimidar as testemunhas.”

 

As vítimas executadas pelo bando denominado “os encapuzados” são: Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antônio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento.

 

De acordo com as investigações, o grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km em região de mata e pouco habitada e no trajeto foram matando, com requintes de crueldade, todos os que encontraram pelo caminho. 

 


Fonte: Página Única
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