Sexta, 20 de julho de 1-14, 07h23
OPERAÇÃO LAMA ASFÁLTICA
PF cumpre mandado de prisão preventiva contra o ex-governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli e o filho deste


Redação

A Polícia Federal,  na manhã desta terça-feira (10), cumpre mandado de prisão preventiva contra o ex-governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB). A operação integra a quinta fase da "Lama Asfáltica, cujo alvo principal é Puccinelli, parentes do ex-governadores, políticos e empresários.

Desde o clarear do dia de hoje, viaturas e agentes da PF estavam postados em frente ao prédio onde reside o ex-governador, na Capital sul-mato-grossense.

 

Ainda segundo a Polícia Federal, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva - o outro seria contra o filho de Puccinelli, André Puccinelli Junior, conforme apurou a reportagem. Policiais federais também cumprem dois mandados de prisão temporária, seis de condução coercitiva, 24 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.

 As medidas estão sendo cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Aquidauana e São Paul (SP), com a participação de mais de 300 policiais federais, servidores da CGU (Controladoria Geral da União) e servidores da Receita Federal.

 

Na fase anterior, Puccinelli também tinha sido alvo da operação, quando foram tomadas medidas protetivas diversas à prisão. Na ocasião foi arbitrada uma fiança de R$ 1 milhão e estipulado o uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento do ex-governador.

Lama Asfáltica – A quarta fase da Operação Lama Asfáltica foi deflagrada no dia 11 de maio. A Polícia Federal saiu às ruas de Campo Grande e mais cinco cidades para prender três pessoas, levar outras nove para depor e vasculhar 32 endereços em busca de provas contra organização criminosa investigada por desvio de dinheiro público.

A Lama Asfáltica, deflagrada em 2015 com base em investigações que começaram em 2013 e sobre o período de 2011 a 2014, apurou que a organização criminosa causou prejuízo de aproximadamente R$ 150 milhões aos cofres públicos, por meio de fraudes de licitações, desvio e lavagem de dinheiro.

A quarta etapa da operação foi batizada de Máquinas de Lama porque investigadores apuraram que parte dos pagamentos de propina eram feitos por meio do aluguel de maquinário. Outras fases foram nomeadas Fazendas de Lama e Aviões de Lama.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Fonte: Página Única
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