Contador de luxo é apontado como líder de esquema que movimentou mais de R$ 5 milhões em golpes virtuais

Contador de luxo é apontado como líder de esquema que movimentou mais de R$ 5 milhões em golpes virtuais reprodução

O contador Eduardo Cristian Martins Corrêa do Nascimento, conhecido nas redes sociais como “Eduardo Martins”, foi preso nesta terça-feira (11), durante a Operação Domínio Fantasma, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) de Mato Grosso. Ele é apontado como o líder de um esquema de fraudes digitais que movimentou mais de R$ 5 milhões por meio de empresas de fachada e sites de e-commerce falsos.

De acordo com o delegado Guilherme Fachinelli, responsável pela operação, o contador era o cérebro do esquema. “Ele era a parte pensante, técnica, o responsável por criar as empresas, os sites e divulgar os supostos ganhos para atrair novas vítimas”, explicou.

As investigações apontam que Eduardo abriu 310 empresas entre 2020 e 2024, das quais 182 já estavam baixadas ou suspensas. A maioria foi registrada no mesmo endereço, o que chamou atenção da polícia. Essas empresas eram usadas para registrar domínios de e-commerce falsos, criados em nome de “laranjas”, geralmente jovens de baixa renda, residentes fora de Mato Grosso.

Os golpistas criavam sites que imitavam lojas conhecidas, com anúncios patrocinados e preços abaixo do mercado, para atrair compradores. Em um dos casos, um site de cosméticos de marca famosa foi clonado para enganar clientes. Acredita-se que o número de vítimas e o valor total movimentado sejam muito maiores do que o estimado até agora.

Nas redes sociais, o contador se apresentava como “especialista em dropshipping” e ostentava carros de luxo, viagens internacionais e uma rotina de alto padrão, enquanto lucrava com as fraudes. Por determinação judicial, os perfis e sites ligados ao investigado serão derrubados.

A Operação Domínio Fantasma cumpriu 33 mandados judiciais, entre busca e apreensão, prisão e bloqueio de bens. Um dos veículos apreendidos é avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão.

A DRCI informou que o esquema tinha ramificações em vários estados e operava com forte estrutura técnica para abrir e encerrar empresas rapidamente, driblando os sistemas de fiscalização. As investigações continuam para identificar os demais integrantes e o total de prejuízo causado às vítimas.