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Um laudo psicológico da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso concluiu que o engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, acusado de matar a esposa com 16 facadas e ferir a filha de 7 anos, não tinha total consciência do que fazia no momento do crime. O documento, divulgado na última sexta-feira, 14 de novembro, provocou revolta na família da vítima.
O feminicídio ocorreu em junho deste ano, em Lucas do Rio Verde. Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, foi atacada enquanto dormia ao lado da filha, que também foi esfaqueada e passou dias internada antes de receber alta.
O exame foi pedido pela defesa, que alegou depressão, perda de realidade e sintomas de síndrome do pânico. A conclusão do laudo pode mudar o rumo do processo, já que, dependendo da avaliação final da Justiça, o réu pode não ir ao Tribunal do Júri e receber outro tipo de tratamento penal.
Com o documento anexado aos autos, a Justiça iniciará a fase de instrução, que inclui a oitiva de testemunhas e do próprio acusado.
A filha mais velha de Gleici, porém, contestou o laudo nas redes sociais. Ela afirmou que Daniel sempre demonstrou lucidez em situações comuns do dia a dia e que a conclusão da perícia “pode livrá-lo de pagar pelo que fez”.
“Quando ele fazia churrasco, bebia, brigava com a minha mãe ou controlava tudo o que ela gastava, ele estava ótimo. Mas agora querem dizer que ele não sabia o que estava fazendo?”, escreveu.
A jovem também relatou o trauma vivido pela irmã de 7 anos, que ainda tem medo de dormir sozinha e pede para esconder os talheres da casa antes de ir para a cama. A criança segue em tratamento psicológico e médico.
Mesmo indignada, a filha afirmou que continua acreditando na Justiça. “Minha mãe merece justiça. Minha irmã também merece se sentir segura”, disse.
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