Ambulantes que foram para Shopping Orla reclamam de falta de estrutura

Ambulantes que foram para Shopping Orla reclamam de falta de estrutura LIZ BRUNETO/MIDIA NEWS

Os ambulantes que estão no Shopping Orla desde maio deste ano, reclamam da falta de estrutura e de terem sido abandonados pela prefeitura. “Nada que foi prometido foi cumprido pela prefeitura de Cuiabá. Estamos sem água há uma semana, os boxes continuam todos vazios”, denuncia Aparecida, conhecida como ‘Cida’ que é presidente da Associação dos camelôs do Shopping Orla.


Segundo ela, a prefeitura havia dito que faria uma reforma no local e iria preencher os boxes no Shopping Orla para atrair o público, porém nada foi feito.
Cinda diz que teve ambulante que teve que ir para o centro para vender porque no Natal a população não foi comprar no local como era esperado.


A prefeitura havia dito que a região do Porto passaria por um projeto de requalificação visual e estrutural, com foco na integração entre o Shopping Orla, o Mercado do Porto e o Museu do Rio. Porém, segundo a associação nada foi feito.


Na época, os ambulantes foram realocados para lá no Programa Ambulantes em Ordem, coordenado pela Sorp, para cumprir as normas urbanísticas e reorganizar o comércio informal nos espaços públicos, atendendo à recomendação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), com base em solicitação dos comerciantes formais.

OUTRO LADO- Nota de esclarecimento

A Prefeitura esclarece que a falta de água no Shopping Orla ocorreu em razão do rompimento de uma adutora da concessionária Águas Cuiabá, responsável pelo abastecimento da região. O problema não foi causado por ação ou omissão do Município. É importante ressaltar que a Prefeitura está cobrando da concessionária Águas Cuiabá a realização dos devidos reparos, a fim de solucionar definitivamente o problema no cavalete do Shopping Orla.

Sobre a revitalização do espaço, a Prefeitura trabalha, em conjunto com o Governo do Estado, para encontrar meios legais e financeiros que possibilitem melhorias para os permissionários e clientes, considerando que o imóvel não pertence ao Município e integra a massa falida da Sanemat. O diálogo com o Estado está em andamento para viabilizar a obra.

Enquanto isso, o Município estuda medidas para aprimorar a organização e a infraestrutura do espaço, incluindo a ampliação do tamanho dos boxes, buscando alternativas para qualificar o ambiente e apoiar os comerciantes, com o objetivo de oferecer melhores condições de trabalho e atendimento ao público.