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O senador Wellington Fagundes afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi simpático ao pedido de prisão humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro e estaria conduzindo pessoalmente articulações no Supremo para a conversão do regime fechado em prisão domiciliar.
Segundo Fagundes, a conversa com Gilmar Mendes ocorreu na semana passada, durante reunião em Brasília, na qual o senador representou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que está impedido de visitar Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda. O parlamentar afirmou que destacou ao ministro os problemas de saúde do ex-presidente e defendeu que, em prisão domiciliar, ele teria melhores condições de recuperação junto à família.
Wellington relatou que Gilmar Mendes, na condição de decano do STF, estaria dialogando com outros ministros da Corte, incluindo Alexandre de Moraes, sobre a possibilidade de alteração do regime de cumprimento da pena. O senador citou o histórico médico de Bolsonaro, marcado por sucessivas cirurgias após o atentado sofrido em 2018, como um dos fundamentos do pedido.
O parlamentar também afirmou que apresentou ao ministro preocupações relacionadas à saúde emocional do ex-presidente, citando episódios recentes de crises de soluço que teriam levado a internações. Para Fagundes, o quadro pode evoluir para depressão diante das condições de encarceramento.
Além do aspecto humanitário, o senador disse ter abordado com Gilmar Mendes as implicações políticas do caso. Segundo ele, há diferença no tratamento concedido a Bolsonaro em comparação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que durante período de prisão teve autorização para conceder entrevistas e receber visitas, enquanto Bolsonaro depende de autorização judicial específica.
Wellington Fagundes e o senador Jayme Campos estão entre os 41 parlamentares que assinaram o pedido de prisão humanitária em favor de Jair Bolsonaro. O grupo também defende a retomada da articulação no Congresso Nacional para derrubar o veto presidencial ao projeto da dosimetria das penas, que pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O senador afirmou ainda que o PL seguirá trabalhando pela anistia e por mudanças na legislação penal relacionadas aos processos em curso.
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