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Durante inauguração do novo campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em Várzea Grande nesta quarta-feira(04), o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), comentou as notas das faculdades de medicina de Mato Grosso.
Segundo ele, enquanto as universidades federais e públicas estaduais apresentam bom desempenho, mais da metade das instituições privadas com fins lucrativos recebeu notas insatisfatórias no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), o que compromete a qualidade da formação de profissionais da saúde no país. “Não podemos aceitar que um profissional de saúde seja mal formado. Eles vão atender pacientes, cuidar da vida das pessoas. Muitas vezes universidades privadas cobram R$ 12 mil, R$ 15 mil, e não têm qualidade na oferta do curso”, destacou.
Ele explicou que as instituições com notas 1 e 2, como o Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), de Cáceres, e a Universidade de Cuiabá (Unic), tiveram a criação de vagas suspensa e estarão proibidas de oferecer Fies a novos alunos até o próximo exame, previsto para outubro.
O ministro anunciou que 40 novas vagas para o curso de medicina na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e que ainda a instituição também passará por avaliação técnica para estudar a viabilidade de um hospital universitário na cidade.
“Enquanto houver cursos com qualidade insatisfatória, o governo federal vai fiscalizar e tomar medidas para garantir que o ensino seja sério e responsável”, concluiu o ministro.
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