Mauro Mendes chama acusações de Taques de “denuncismo eleitoral” e exige provas sobre acordo com a Oi

Mauro Mendes chama acusações de Taques de “denuncismo eleitoral” e exige provas sobre acordo com a Oi Ednilson Aguiar/O Livre

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), reagiu nesta quarta-feira (11) às acusações feitas pelo ex-governador Pedro Taques sobre o acordo firmado entre o Estado e a operadora Oi S.A.. Durante entrevista coletiva, Mendes classificou as declarações como ataques políticos em ano pré-eleitoral.

“Todo mundo aqui tem bom senso e capacidade de fazer seu próprio julgamento. Quando chega em ano eleitoral, esse denuncismo e ataques vindos de adversários começam a aparecer”, afirmou.

A reação ocorre após Taques ingressar com Ação Popular questionando o termo celebrado no âmbito da Câmara de Resolução Consensual de Conflitos do Estado, o Consenso-MT. O ex-governador sustenta que o acordo teria causado prejuízo superior a R$ 308 milhões aos cofres públicos e, em vídeos publicados nas redes sociais, classificou o entendimento como ilegal e espúrio, além de insinuar a prática de crimes.

Diante das declarações, o Estado ingressou com interpelação judicial na 7ª Vara Cível de Cuiabá para que Taques esclareça formalmente o teor das acusações e apresente provas. A Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso informou que a medida busca delimitar as falas e resguardar a honra institucional.

Mendes também afirmou que a Procuradoria apresentará esclarecimentos técnicos sobre o caso.

“Hoje, a Procuradoria-Geral do Estado vai demonstrar claramente verdades que foram deturpadas, fatos que foram escondidos, que mostram de forma claríssima a legalidade dos atos praticados”, declarou.

O governador ainda criticou acusações feitas sem comprovação.

“Você não pode garantir liberdade de expressão para mentir, para acusar sem prova, para ofender e mexer com a integridade de pessoas ou de famílias.”

O impasse envolve um litígio iniciado em 2009, quando o Estado acionou a Oi para cobrar valores considerados devidos. Em 2018, decisão do Tribunal de Justiça reconheceu a cobrança. O acordo firmado em abril de 2024 foi homologado judicialmente como forma de encerrar a disputa.

A discussão agora segue na esfera judicial, onde o ex-governador deverá apresentar os elementos que fundamentam as acusações feitas publicamente.