REPRODUÇÃO
Políticos mato-grossenses comemoraram, e muito, via redes sociais, o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, anunciado ontem (18) após a apuração dos desfiles do grupo especial do Rio de Janeiro. Com samba-enredo dedicado ao presidente Lula (PT), a escola gerou uma onda de manifestações e polêmicas junto à direita.
O grupo, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), interpretou a "queda" da agremiação como a "primeira derrota" política do presidente Lula (PT) em 2026.
O enredo da escola focava na biografia do petista e trazia críticas diretas a Bolsonaro, representado de forma satírica em uma cela e com tornozeleira eletrônica. Além disso, a escola levou como personagens do enredo, a ex-presidente Dilma Roussef e o ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Alexandre de Moraes.
O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) afirmou que o resultado demonstra que o Carnaval não deve servir de palanque e classificou a apresentação como propaganda antecipada.
Na mesma linha, o deputado federal José Medeiros (PL) considerou o rebaixamento um desfecho justo para a escolha temática da escola, enquanto o vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), ironizou a situação nas redes sociais apelidando a agremiação de "Unidos do Faz o L".
No Senado, Wellington Fagundes (PL) repercutiu posicionamentos da família Bolsonaro, reforçando que temas que confrontam valores conservadores não encontram eco no público.
A Acadêmicos de Niterói terminou a apuração com 264,6 pontos, a menor nota do grupo especial, após exibir referências explícitas ao Partido dos Trabalhadores (PT), como gritos de guerra da militância, jingle de campanha e o número da legenda na urna eletrônica.
COM REPORTER MT
Copyright © Todos os direitos reservados

