SecomMT/ Tonico Pinheiro
A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, indicou publicamente que o governador Mauro Mendes deve deixar o comando do Palácio Paiaguás até o dia 4 de abril, prazo final de desincompatibilização para quem pretende disputar as eleições de 2026.
A declaração foi feita na noite de domingo, durante o evento Casamento Abençoado, em Cuiabá. Ao agradecer os participantes, Virginia afirmou que aquele seria o último casamento da atual gestão e que, em abril, “a gente está saindo”, surpreendendo o público e o próprio governador.
Ao tomar a palavra na sequência, Mauro Mendes reagiu em tom descontraído e tentou amenizar a situação. Disse que, em 31 anos de casamento, aprendeu que as esposas “nem sempre estão certas, assim como nós também não estamos”, destacando a importância do diálogo.
Até o momento, o governador não confirmou oficialmente que deixará o cargo nem anunciou candidatura ao Senado. No entanto, a legislação eleitoral determina que ocupantes de cargos no Executivo precisam se afastar até seis meses antes do pleito para concorrer. O prazo se encerra em 4 de abril.
Sinais claros de candidatura
Nos bastidores políticos, a fala da primeira-dama foi interpretada como a sinalização mais explícita até agora de que Mauro Mendes deve disputar uma vaga no Senado em 2026.
O governador aparece liderando pesquisas de intenção de voto no Estado, o que fortalece o cenário eleitoral. Paralelamente, o vice-governador Otaviano Pivetta tem ampliado a participação em agendas oficiais, entregas de obras e anúncios de investimentos, movimento visto como preparação para uma eventual transição no comando do Executivo.
A influência familiar nas decisões políticas do governador não é novidade. Em 2016, quando era prefeito de Cuiabá, Mauro decidiu não disputar a reeleição após discussão em família.
Se confirmada a saída em abril, Pivetta assume o governo e conduz a gestão até o fim do mandato, enquanto Mauro Mendes entra oficialmente na disputa eleitoral.
Até lá, o silêncio do governador continua, mas a fala da primeira-dama antecipou o que o meio político já considerava provável.
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