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O episódio, segundo ela, envolve o ambiente político dominado pelo vice-prefeito Tião da Zaeli e pelo presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, e ganhou força ainda nos primeiros movimentos após a eleição.
Durante entrevista, a prefeita relembrou um dos momentos que, na avaliação dela, marcaram o início da perda de controle político sobre o Legislativo: a formação da mesa diretora da Câmara.
Sem participação direta nas negociações, Flávia disse que foi surpreendida pela definição já consolidada.
“Quando eu ganhei a eleição, no dia 7 a mesa já estava pronta. Eu mal fui para uma entrevista, quando voltei para o almoço, a mesa já estava montada e o Wanderley estava lá se apresentando como presidente.”
A prefeita afirmou que não participou de nenhuma articulação e que apenas tomou conhecimento da composição já definida.
“Eu realmente não participei de nenhuma negociação. Só recebi a apresentação.”
O cenário evoluiu, segundo o relato, para um ambiente de pressão política dentro da Câmara, com movimentações que poderiam resultar na abertura de um processo contra a chefe do Executivo.
Durante a entrevista, foi mencionado que, nos bastidores, já havia número suficiente de vereadores para avançar com uma eventual cassação.
“Já davam como favas contadas a sua cassação nos bastidores. A conversa era unânime de que o Tião e o Wanderley juntos já tinham mais de dois terços da Câmara”, foi dito no diálogo.
Flávia confirmou que a movimentação chegou a se concretizar no Legislativo.
“Foi proposta a comissão processante. Foi aí que eu falei: agora eu tenho que tomar a rédea do município.”
A prefeita descreveu o período como um dos momentos mais delicados da gestão, marcado por instabilidade política e disputas internas que afetavam a governabilidade.
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