PL pede cassação de presidente da Câmara de VG por fala contra prefeita e aciona Justiça

PL pede cassação de presidente da Câmara de VG por fala contra prefeita e aciona Justiça Reprodução/Câmara VG

O diretório estadual do PL protocolou, nesta segunda-feira (23), pedido de cassação contra o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), por suposta violência política de gênero contra a prefeita Flávia Moretti (PL). A sigla também ingressou com queixa-crime no Judiciário, enquanto a própria prefeita já havia apresentado ação por injúria.

A ofensiva jurídica tem como base uma declaração feita por Wanderley durante sessão legislativa, no momento em que os vereadores discutiam um projeto que destinaria R$ 9 milhões para a Secretaria Municipal de Saúde. Ao se dirigir ao líder do governo, Bruno Rios (PL), o presidente da Câmara utilizou uma expressão considerada ofensiva contra a prefeita, o que desencadeou reação política e judicial.

O pedido do PL inclui o afastamento imediato de Wanderley do cargo, sob argumento de que ele não teria condições de conduzir o próprio processo dentro da Câmara, especialmente na Comissão de Ética. A defesa sustenta que há conflito de interesses e risco de interferência na tramitação.

Outro portal relata que o pedido de cassação foi formalizado com base em quebra de decoro parlamentar, além da caracterização de violência política de gênero, apontando que a fala proferida em plenário teve conotação pejorativa e agravou o ambiente político no município.

Além disso, a prefeita Flávia Moretti recorreu à Justiça com uma queixa-crime por injúria, alegando que a declaração atingiu sua honra e dignidade no exercício do cargo. O caso também passou a ser tratado sob o viés de violência política de gênero, o que pode ampliar as consequências legais contra o presidente da Câmara.

A repercussão do caso também ganhou destaque em outros veículos, que apontam que o episódio elevou a tensão entre o Executivo e o Legislativo em Várzea Grande, cenário que já vinha sendo marcado por dificuldades na aprovação de projetos de interesse da Prefeitura.

Outro ponto destacado na cobertura é que o pedido de desculpas feito por Wanderley foi direcionado ao vereador Bruno Rios, e não à prefeita, o que foi interpretado pela defesa como agravante no caso, reforçando a tese de violência política de gênero.

A declaração foi dada durante sessão ordinária da Câmara e passou a ser usada como base central das medidas judiciais e do pedido de cassação apresentado pelo partido.