Reprodução ESTADÃO MT
Agentes comunitários de saúde e de combate a endemias protestaram na manhã desta segunda-feira (30), em frente ao Palácio Alencastro, em Cuiabá, contra a redução do adicional de insalubridade aplicada pela gestão municipal.
A mobilização foi motivada pelo corte no benefício, que no caso dos agentes de combate a endemias passou de 40% para 20% e já foi incluído na folha salarial de março, com impacto direto na renda dos servidores.
Durante o ato, os trabalhadores cobraram acesso aos laudos técnicos que embasaram a revisão e criticaram a falta de transparência no processo. A categoria afirma que não teve acesso aos estudos utilizados para justificar a mudança.
O prefeito Abilio Brunini afirmou que a revisão foi baseada em laudos técnicos elaborados por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e negou caráter político na decisão. Segundo ele, a medida atende a exigências estabelecidas em Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público.
Brunini também reconheceu o impacto financeiro da medida sobre os servidores e disse que pretende ampliar a transparência, permitindo que os profissionais possam contestar os laudos.
Segundo informações do site Estadão Mato Grosso, a redução acabou sendo barrada pela Justiça, que concedeu decisão liminar determinando que o município não altere o pagamento do adicional neste momento.
Mesmo com a decisão, os servidores mantiveram o protesto e seguem cobrando acesso aos laudos e garantia de manutenção do benefício.
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