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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou que não descarta a adoção de câmeras corporais nas fardas de policiais e indicou que o tema será analisado com base em experiências já implantadas em outros estados.
A declaração foi dada durante entrevista à imprensa, ao comentar a possibilidade de uso da tecnologia como ferramenta de apoio à atuação das forças de segurança. Segundo Pivetta, o governo pretende avaliar modelos que apresentaram resultados positivos antes de tomar qualquer decisão.
“Tenho tranquilidade em copiar o que está dando certo”, afirmou.
Sem anunciar prazos ou um projeto em andamento, o governador deixou claro que a eventual implantação dependerá de critérios técnicos, incluindo a eficácia da medida na redução de conflitos e no aumento da transparência das abordagens policiais.
O posicionamento representa uma mudança em relação à gestão anterior. O ex-governador Mauro Mendes era contrário ao uso de câmeras nas fardas, sob o argumento de que o equipamento não teria impacto direto na criminalidade e poderia limitar a atuação dos policiais.
Em Mato Grosso, propostas para adoção da tecnologia já chegaram a ser discutidas na Assembleia Legislativa, incluindo projetos que previam a instalação de câmeras em fardas, viaturas e outros equipamentos operacionais. As iniciativas, no entanto, não avançaram.
O uso de câmeras corporais por policiais tem sido adotado em diferentes estados do país como forma de registrar abordagens e ocorrências. Especialistas apontam que a tecnologia pode contribuir para a redução de episódios de violência, além de servir como elemento de prova em investigações e processos judiciais.
Por outro lado, o tema ainda enfrenta resistência dentro de setores da segurança pública, principalmente em relação ao impacto operacional e à necessidade de estrutura para armazenamento e gestão das imagens.
Ao não descartar a medida e defender a análise de experiências consolidadas, Pivetta recoloca o tema no centro do debate sobre segurança pública em Mato Grosso, sem, neste momento, definir se a política será efetivamente implementada no estado.
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