Wellington reage a fala de Pivetta sobre “negociatas” e cobra que governador aponte nomes

Wellington reage a fala de Pivetta sobre “negociatas” e cobra que governador aponte nomes Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Wellington Fagundes (PL) reagiu nesta terça-feira (28) às declarações do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre supostas “negociatas” envolvendo parlamentares e emendas destinadas a municípios do interior. Sem citar nomes, o chefe do Executivo afirmou, durante evento em Sinop, que há irregularidades nesse tipo de articulação, o que provocou resposta imediata do senador.

Em entrevista, Wellington acusou o governador de generalizar e atingir instituições ao fazer críticas amplas ao Congresso e a gestores municipais. “Ele generalizou todo o Congresso Nacional, os prefeitos, inclusive de uma forma deselegante”, afirmou, ao acrescentar que esse tipo de postura já teria sido adotado por Pivetta em outros momentos políticos.

O senador também trouxe à tona um episódio de eleições anteriores, quando disputava vaga ao Senado e Pivetta atuava na coordenação da campanha do ex-governador Pedro Taques. Segundo Wellington, na época o republicano questionou sua disposição em abrir sigilos bancário e fiscal.

“Fomos ao cartório, eu, minha esposa e meus filhos, e ele disse que faria o mesmo, mas não fez. Isso está registrado”, declarou, ao afirmar que as críticas atuais seguem a mesma linha de ataques.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de as declarações do governador terem endereço certo, Wellington devolveu a cobrança e afirmou que cabe a Pivetta identificar quem estaria envolvido nas supostas irregularidades. “Ele tem que apontar. Está falando de quem? De todos os senadores?”, disse.

As falas do governador ocorreram na última semana, durante agenda pública no Norte do estado, quando afirmou que o governo não realiza “negócios nem com senador” e citou a existência de negociações envolvendo grandes volumes de emendas em prefeituras do interior. Posteriormente, ao ser cobrado por nomes, afirmou que caberia à imprensa investigar.

O episódio expõe o acirramento do discurso entre lideranças políticas de Mato Grosso em meio às movimentações que antecedem o cenário eleitoral de 2026, especialmente dentro do campo da direita, onde ambos buscam espaço e protagonismo.