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A prefeita de Flávia Moretti afirmou nesta segunda-feira (11) estar “super tranquila” diante do avanço das investigações sobre supostas irregularidades no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG). A declaração ocorre após autorização judicial para aprofundamento das apurações envolvendo suspeitas de peculato, fraude administrativa e possível manipulação de sistemas públicos dentro da autarquia.
Ao comentar o caso, Flávia declarou que eventuais responsabilidades devem ser atribuídas aos antigos gestores e servidores que atuavam no DAE antes da atual troca de comando.
“Desse mal eu não morro”, disse a prefeita durante entrevista.
A investigação teve início após denúncia apresentada por um perito forense contratado pela própria autarquia para realizar auditoria nos sistemas internos do DAE. Durante o trabalho técnico, teriam sido identificadas inconsistências consideradas graves, incluindo divergências em backups, falhas estruturais no sistema e possíveis irregularidades em dados de faturamento.
Flávia ressaltou que o DAE possui autonomia administrativa e afirmou que passou a acompanhar diretamente o órgão somente após a nomeação do vereador licenciado Rogerinho da Dakar (PSDB) para a presidência da autarquia.
“Eu só peguei a chave do DAE na hora em que troquei o presidente do DAE, que foi o Rogério. Agora eu acompanho as ações do Rogério. Acompanho de perto”, afirmou.
Antes da mudança no comando, o DAE era presidido pelos coronéis Sandro Azambuja e Zilmar Dias, ambos ligados ao então vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), que mantinha influência política sobre a autarquia e também sobre a Secretaria Municipal de Educação.
Tião renunciou ao cargo no dia 31 de março, após perder espaço dentro da gestão municipal.
Ainda durante a entrevista, a prefeita reforçou que possíveis irregularidades ocorridas anteriormente deverão ser respondidas pelos antigos responsáveis do departamento.
“Os coordenadores, os agentes que estavam no DAE lá para trás é que vão responder qualquer coisa, porque eu não tenho. Desse mal eu não morro”, completou.
As investigações devem apurar eventual manipulação de sistemas, irregularidades administrativas e possível desvio de recursos públicos dentro da autarquia.
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