Relatório do Ministério da Saúde faz MP reabrir apuração sobre possível desmonte do Samu

Relatório do Ministério da Saúde faz MP reabrir apuração sobre possível desmonte do Samu MONTAGEM PAGINA UNICA

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) reabriu a investigação que apura um possível desmonte estrutural e operacional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Cuiabá e na região metropolitana. A decisão foi tomada pela 7ª Promotoria de Justiça Cível após a apresentação de novos relatórios técnicos elaborados pelo Ministério da Saúde.

A apuração havia sido arquivada anteriormente com base em informações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e do Corpo de Bombeiros, que sustentavam que a reorganização do serviço ocorria sem prejuízo ao atendimento da população.

Contudo, durante visita técnica realizada em abril, representantes da Coordenação-Geral de Urgência do Ministério da Saúde identificaram uma série de problemas considerados preocupantes no funcionamento do sistema.

Entre os pontos apontados no relatório estão a redução do número de unidades em operação, paralisação das motolâncias e deficiência no quadro de profissionais, o que estaria comprometendo o funcionamento integral de algumas bases.

Os técnicos federais também fizeram ressalvas quanto à estrutura da Central de Regulação, instalada atualmente no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP). Segundo o documento, o ambiente compartilhado com forças de segurança pública não garante a segregação adequada das informações clínicas dos pacientes.

Outro trecho do relatório menciona mudanças na identidade visual do Samu e afirma que profissionais da área vêm sendo coordenados operacionalmente pelo Corpo de Bombeiros.

Com os novos elementos apresentados pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), o promotor Milton Mattos reconsiderou o arquivamento e determinou a instauração de inquérito civil para aprofundar a investigação.

Na decisão, o representante do Ministério Público afirma que os documentos técnicos produzidos pelo Ministério da Saúde introduzem fatos novos capazes de alterar a conclusão anteriormente adotada pela promotoria.

A situação do Samu vem sendo alvo de críticas e denúncias nas últimas semanas, principalmente após relatos sobre redução de equipes, encerramento de contratos e impactos no atendimento de urgência na Baixada Cuiabana.