reprodução
O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reconheceu publicamente os prejuízos causados pelas obras do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) em Cuiabá e Várzea Grande e pediu desculpas aos comerciantes afetados pelas intervenções nas principais avenidas das duas cidades.
A declaração foi dada durante entrevista ao SBT Notícias Cuiabá, após uma nova rodada de cobranças do Governo do Estado às empreiteiras responsáveis pela execução do corredor do modal.
“Qualquer governante de plantão tem que pedir desculpa, porque de alguma maneira eu estou hoje representando o Estado e o Estado falhou. O Estado atrapalhou muita gente, prejudicou muitos comerciantes, muitos cuiabanos, muitos várzea-grandenses com essas obras”, afirmou Pivetta.
As obras do BRT têm provocado impactos diretos no trânsito e na atividade econômica, principalmente em trechos da Avenida da FEB, em Várzea Grande, Avenida do CPA e região da Prainha, em Cuiabá. Empresários relatam queda no movimento, dificuldade de acesso e prejuízos acumulados desde o início das intervenções.
Ao comentar o histórico do projeto, Pivetta admitiu que o problema começou ainda na escolha do modal de transporte. O Governo do Estado decidiu substituir o antigo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) pelo BRT após avaliar os altos custos de implantação e manutenção do sistema ferroviário. Os vagões adquiridos anteriormente foram posteriormente vendidos ao governo da Bahia.
Na tentativa de acelerar a entrega das obras, o governador em exercício criou uma espécie de conselho fiscal composto por três servidores do alto escalão para acompanhar diariamente a execução dos trabalhos. Além disso, reuniões frequentes vêm sendo realizadas com as empreiteiras.
Segundo Pivetta, um compromisso formal foi firmado nesta semana para que o corredor da Avenida do CPA seja concluído até o final de junho.
“Ontem nós formalizamos esse compromisso com os empreiteiros de terminar o corredor até o final do mês que vem”, declarou.
O trecho entre Cuiabá e Várzea Grande possui cerca de 14 quilômetros de extensão. Enquanto regiões como o Centro Político Administrativo já apresentam avanço em paisagismo, calçadas e iluminação, o principal gargalo segue concentrado na Prainha, onde as obras ainda avançam lentamente.
Mesmo diante das críticas e da insatisfação de comerciantes e motoristas, Pivetta garantiu que o novo sistema será moderno e confortável.
“Vai ser um transporte moderno, eficiente e confortável, climatizado, com USB, Wi-Fi e internet. Nós vamos ter aqui em Cuiabá o que há de mais moderno no mundo”, afirmou.
Copyright © Todos os direitos reservados


