O delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Caio Abreu, classificou como um “ritual de selvageria” o assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, morta em uma emboscada planejada em Cuiabá. A declaração foi dada após a prisão do empresário Rogério da Silva Amorim, condenado como mandante do crime.
Segundo o delegado, Rogério, que mantinha relacionamento com a vítima, criou uma falsa história para convencer a adolescente a ir até uma chácara na região do Altos da Glória.
“Ele criou um artifício, um engano para ela. Esse dinheiro seria para ela ir até uma chácara e pagar alguns funcionários que ali estavam aguardando”, afirmou.
De acordo com Caio Abreu, toda a situação foi arquitetada para atrair Maiana ao local onde os executores aguardavam pela vítima.
“Era apenas uma cilada letal, mortal para ela. E aí ela chega nessa chácara, e lá as pessoas anunciam como se fosse um assalto, ela é ali imobilizada e morta, num ritual de selvageria”, declarou o delegado.
Ainda conforme a investigação, a adolescente foi morta por asfixia. Após o assassinato, os criminosos esconderam o corpo no assoalho de um Fiat Uno e tentaram ocultar o cadáver cobrindo-o com roupas.
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RELEMBRE O CASO
O crime aconteceu em 2011 e teve grande repercussão em Mato Grosso pela brutalidade da execução. Conforme as investigações, Rogério da Silva Amorim foi apontado como mandante do homicídio e teria contratado dois executores para matar a adolescente.
Além dos assassinos, uma mulher que mantinha relacionamento com o empresário também foi envolvida na trama criminosa.
Rogério foi condenado em 2016 a 20 anos e 3 meses de prisão por homicídio e ocultação de cadáver. Apesar da sentença, ele chegou a ser preso após o julgamento, mas acabou liberado poucos dias depois.
Nesta terça-feira (26), o empresário voltou a ser preso nas proximidades do condomínio onde morava, no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá.
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