Divulgação/CBF
A situação é muito pior do que o Santos alegava.
A ressonância magnética feita ontem, em tom de sigilo, mostrou.
Neymar tem rompimento muscular na panturrilha, grau 2.
Ou seja, médio.
E que leva cerca de duas, até três semanas para a recuperação.
Pode ser um pouco mais, para ele, veterano de 34 anos, com histórico de 45 lesões e cinco cirurgias.
Informações de quem está em Teresópolis, nesta manhã tensa, é que o bom humor de Ancelotti se transformou em raiva.
Ele não se conforma com o diagnóstico que recebeu em relação a Neymar.
O departamento médico do Santos informou que ele tinha um edema na panturrilha direita. E que tudo levava a crer ser lesão leve.
O treinador italiano acredita que ele estaria pronto para treinar e até jogar o amistoso contra o Panamá, na despedida da Seleção do Brasil, neste domingo.
Com o diagnóstico positivo, Neymar ficaria sem poder jogar até mesmo na estreia da Copa do Mundo, na partida mais difícil do grupo, contra Marrocos, dia 13 de junho.
Talvez possa atuar diante do Haiti, dia 19 de junho.
Ele estaria saudável, mas sem ritmo de jogo.
A última partida de Neymar foi no dia 17, na derrota contra o Coritiba.
Ou seja, seria ao contrário do que Ancelotti prometeu. Disse que havia chamado Neymar porque sabia que ele estava recuperado fisicamente. E nunca esteve para a convocação.
O diagnóstico que a CBF teve nas mãos não correspodeu à realidade.
“Neymar se apresentou ontem aqui na Granja Comary, fez todos os exames médicos, que terminou com uma ressonância magnética que terminou com uma lesão grau 2 na panturrilha, não apenas um edema. A expectativa é que de duas a três semanas ele estará liberado”, essas foram as palavras do chefe do departamento médico da Seleção, Rodrigo Lasmar.
Lasmar teve todo o cuidado com a palavra expectativa.
Não há nem a certeza que três semanas serão suficientes.
Tudo que o treinador italiano não queria em relação a Neymar está acontecendo.
Se estivesse saudável, seria peça fundamental ao time.
O técnico iria usar os treinamentos para colocar em prática o que desejava para o jogador.
Utilizá-lo de forma muito parecida com o que a Argentina fez com Messi.
À frente, sem preocupação com marcação, só atuando nos últimos 30 metros do campo, abrindo espaço nas defesas adversárias, com seu talento. Economizando força física para os duelos com zagueiros.
Mas Ancelotti não poderá fazer o que mais gosta como técnico.
Preparar, treinar o time.
Seus titulares e reservas sabem o que fazer em situações das partidas.
Agora, tudo mudou.
A pergunta é se valerá a pena levar Neymar para os Estados Unidos contundido.
Ele não poderá atuar contra o Panamá, no domingo, e contra o Egito, dia 6, em Cleveland, nos EUA, a uma semana da estreia contra o Marrocos.
A Fifa permite que a lista de convocados seja trocada até 24 horas antes do primeiro jogo.
O motivo: lesão grave.
Neymar pode perfeitamente se encaixar nesta situação.
A gravidade está em não poder entrar em campo.
Ancelotti sente muito por não ter chamado João Pedro.
Nos bastidores da CBF já ficou claro que o italiano sente ter cometido uma injustiça.
Isso pode pesar contra Neymar.
Além do principal, Ancelotti sabe o quanto será incômoda a cobrança diária da imprensa em relação à recuperação, ou não, de Neymar até a Copa do Mundo, desvalorizando os titulares.
O jogador estava abatido desde ontem.
Funcionários da clínica Centro Diagnósticos Teresópolis acabaram vazando informações ‘sigilosas’.
Como o nervosismo de Neymar, que andava de um lado para o outro, até os exames ficarem prontos. E a tristeza que ele ficou ao ouvir o diagnótico do médico Rodrigo Lasmar.
Ele escutou que teria a chance de jogar a Copa. Não no início.
A lesão na panturilha é uma das mais traiçoeiras para jogadores de futebol. Já tirou da Copa do Mundo ninguém menos que Romário, em 1998.
O músculo é muito exigido durante um jogo de futebol.
Mesmo no treinamento.
Para piorar, os 34 anos e as lesões que Neymar já teve complicam de vez o quadro.
A decisão está nas mãos de Ancelotti.
A possibilidade de corte de Neymar é real...
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