REPRODUÇÃO CÂMARA DE CUIABÁ
A disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá para o próximo biênio ganhou novos contornos após uma rodada de conversas entre vereadores que integram diferentes grupos políticos da Casa.
A presidente Paula Calil (PL) confirmou que iniciou diálogo com o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) e com a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), em uma tentativa de construir uma composição mais ampla para a eleição da futura Mesa Diretora.
O encontro, realizado na noite desta segunda-feira (1º), marcou a primeira aproximação formal entre os grupos e resultou em um entendimento preliminar de que não haverá restrições aos nomes que pretendem disputar o comando do Legislativo municipal.
Com isso, tanto Paula quanto Dilemário permanecem aptos a encabeçar uma eventual chapa de consenso.
“A reunião terminou com o entendimento de que não houvesse vetos ao nome do vereador Dilemário e nem vetos ao meu nome. Foi a primeira reunião que nós fizemos dos dois grupos”, declarou a presidente.
A movimentação fortalece o campo político ligado à atual gestão da Câmara.
Somados, os vereadores envolvidos na articulação passam a representar uma bancada de 14 parlamentares, ampliando sua influência nas negociações e alterando o cenário da sucessão interna.
Segundo Paula Calil, o objetivo da reunião foi abrir espaço para o diálogo e permitir que cada grupo apresentasse suas propostas antes de qualquer definição sobre a composição da chapa.
Apesar do avanço nas conversas, a presidente ressaltou que ainda não existe uma aliança formalizada.
Ela observou que Dilemário continua trabalhando sua pré-candidatura e buscando novos apoios dentro do Legislativo.
“No meu entendimento houve avanço. O vereador Dilemário continua candidato a presidente, o que é legítimo, mas o importante foi construir uma conversa sem restrições a nenhum nome”, disse.
Durante a entrevista, Paula também rebateu críticas relacionadas à condução administrativa da Câmara.
Questionada sobre reclamações de parlamentares que alegam quebra de compromissos políticos e mudanças na estrutura interna da Casa, a presidente afirmou que as alterações realizadas seguem critérios administrativos.
“As mudanças administrativas fazem parte de qualquer gestão. Nós avaliamos perfil técnico, capacidade de assessoramento e cabe ao presidente nomear e exonerar”, afirmou.
As articulações em torno da eleição da Mesa Diretora devem se intensificar nos próximos meses, à medida que os grupos buscam consolidar apoios e definir a composição que disputará o comando do Legislativo cuiabano.
Copyright © Todos os direitos reservados

