24 HORAS MT
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), irmã do deputado estadual Faissal Calil (PL), apontado pela Polícia Federal como operador financeiro no esquema de venda de sentenças investigado na Operação Gemini, foi defendido na manhã de hoje (9), durante sessão na Casa de Leis. A vereadora disse que Faissal é alvo de perseguição política motivada pela campanha à reeleição à Assembleia Legislativa (ALMT) e reiterou a inocência do irmão.
A presidente falou que sua defesa não era na condição de irmã, mas de alguém que acompanhava Faissal desde 2012, quando ele ingressou no campo político como vereador em Cuiabá. "A gente recebe essa operação que aconteceu ontem com muita tranquilidade porque eu tenho convicção que tudo isso será esclarecido", ressaltou Paula.
"Eu tenho a certeza e confio nas instituições que tudo será esclarecido. Nós estamos num período de pré-campanha, aonde os deputados estão buscando sua reeleição e situações como essa, perseguições políticas como essas podem sim acontecer, todo político está suscetível. Mas eu confio com muita tranquilidade também que tudo será esclarecido na inocência do deputado Faissal", manifestou Paula Calil na tribuna nesta terça-feira (9).
Além da irmã, Faissal também recebeu o apoio do presidente do PL, Ananias Filho, que afirmou "confiar" na inocência do deputado e pontuou que ele tem direito à defesa, expondo sua versão sobre os fatos.
OPERAÇÃO GEMINI
Faissal Calil passou a compor a investigação sobre venda de sentenças após seu nome ser mencionado nas mensagens do celular do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, no Bosque da Saúde, em Cuiabá. Faissal foi assessor do desembargador Dirceu dos Santos, que está afastado do cargo após ser apontado como chefe do esquema.
As mensagens do celular de Zampieri motivou a Operação Sisamnes. A Operação Gemini, deflagrada nesta segunda-feira (8) pela Polícia Federal, é um desdobramento do primeiro inquérito.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aponta que o desembargador movimentou R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos. De acordo com as mensagens do aparelho de Zampieri, Dirceu enriqueceu a partir da venda de decisões.
COM HNT
Copyright © Todos os direitos reservados

