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A empresa Águas Cuiabá vai aumentar em 11,93% o preço cobrado do consumidor pelo serviço de distribuição na Capital. A medida passa a valer em 27 de junho e já vai impactar nas próximas faturas. Esse é o segundo reajuste nesse ano, já que em março o valor subiu 4,16%.
O novo reajuste, prevê que o valor cobrado pelo metro cúbico de água fique entre R$ 5,73 e R$ 18,99, conforme a demanda do consumidor.
Dessa forma, apenas em 2026, o valor do reajuste deverá chegar a 16,09%, mais do que o triplo da inflação registrada no último ano, fixada em 4,72%.
Antes do reajuste de março deste ano, o valor cobrado da faixa residencial variava entre R$ 4,92 e R$ 16,29 o metro cúbico, a depender da faixa de consumo. Com a atualização de março, os valores foram fixados entre R$ 5,12 e R$ 16,97, conforme o consumo.
Também haverá aumento na tarifa social, que é aquela concedida às famílias de baixa renda. Até fevereiro, o valor cobrado era de R$ 2,46. Com o primeiro reajuste, em março, o valor saltou para R$ 2,56. Agora, vai para R$ 2,87.
Por meio de nota, a Águas Cuiabá informou que o reajuste tem como objetivo o “reequilíbrio da concessão” e que a decisão está embasada em decisão da Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem CIESP/FIESP, que reconheceu a necessidade da mudança em razão dos serviços prestados entre 2012 e 2019.
Questionada sobre a motivação da revisão ter sido encaminhada para um órgão de fora do estado, a assessoria da Águas Cuiabá alegou que a instituição atua na mediação de conflitos e é “bastante respeitada”. Argumentou, ainda, que há cinco anos seguidos lidera o ranking do saneamento básico do Instituto Trata Brasil. Além disso, pontuou que já foram feitos R$ 1,5 bilhão em investimentos no serviço prestado na Capital.
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