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A Polícia Civil de Mato Grosso investiga uma nova linha para o assassinato da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, morta pelo próprio pai, Claudinei da Silva, no último domingo (7), em Várzea Grande. Claudinei da Silva, 42 anos, estrangulou a filha após discussão e fugiu, mas se apresentou à polícia.
A apuração aponta que a dúvida sobre a paternidade da menina, que gerava conflitos entre Claudinei e a mãe de Olga, pode ter sido a motivação real do crime.
De acordo com a advogada Dayane Rodrigues, que representa a família materna, essa descoberta altera a compreensão sobre o caso. "Dentre as brigas do casal, o motivo era se o Claudinei era realmente o pai verdadeiro da Olga. Ele tinha essa dúvida", afirmou.
A informação foi obtida após análise do inquérito policial de 2018, quando Claudinei da Silva, de 42 anos, foi preso por tentar matar a mãe da menina. O documento revela que o homem questionava constantemente se era o pai biológico da criança, afirmando que ela era "muito branquinha".
O assassinato ocorreu no primeiro final de semana que Olga dormiu na casa do pai. A mãe da vítima foi até a residência no bairro Serra Dourada para buscar a filha e estranhou o comportamento do ex-companheiro. Claudinei demorou para abrir o portão e afirmou que Olga não estava no local. Desconfiada, a mulher entrou na casa e encontrou a adolescente caída no chão de um dos quartos, com sinais de agressão e enforcamento.
A menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso de 2018 revela a gravidade do histórico de Claudinei contra a mãe de Olga. O homem respondeu por estupro, cárcere privado, constrangimento ilegal e lesão corporal. Ele manteve a ex-companheira e a filha, então com 4 anos, em cárcere privado por três dias.
Durante esse período, Claudinei obrigou a vítima a pedir demissão do emprego. Ela conseguiu pedir socorro no estacionamento de um atacadão, momento em que o agressor tentou desferir golpes de faca contra ela.
Condenado, Claudinei cumpriu quatro anos de prisão e foi liberado em regime aberto com tornozeleira eletrônica. Foi nesse período que buscou a reaproximação com a filha.
COM HNT
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