ESTADÃO MATO GROSSO
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo esteve no barracão que queimou da Secretaria de Educação de Várzea Grande na noite de ontem(17). Durante a vistoria, ele disse à imprensa que uma “grande quadrilha” teria se infiltrado no Estado para vender livros e materiais didáticos desnecessários a órgãos públicos e que muitos municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Água Boa adquiriram dessas empresas. “Foi um ataque de uma grande quadrilha que se infiltrou em Mato Grosso para vender livros. E venderam toneladas e toneladas de livros. Livros desnecessários”, afirmou.
Ele apenas citou que há uma investigação que o TCEMT está fazendo, mas não citou as empresas nem se são gestões passadas das prefeituras ou gestões atuais. Só disse que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).
“Essa coisa dos livros, pelo que eu vejo, em todo o estado de Mato Grosso, vem de muitos anos. Não é dessas gestões atuais. Isso vem de muitos anos”, disse ele.
Sérgio disse que recebeu informações sobre livros antigos armazenados em escolas pelo estado de materiais 2021 ainda encontrados em unidades de ensino.
O conselheiro também disse ter ouvido relatos de que livros teriam sido queimados em uma cerâmica, mas afirmou que ainda não há detalhes sobre quando isso teria ocorrido ou em qual gestão.
O TCE-MT já apura compras de materiais didáticos em Cuiabá, Rondonópolis e na Seduc. Em Cuiabá, a investigação começou após denúncia sobre aquisições que poderiam ultrapassar R$ 80 milhões. Em Rondonópolis e no governo estadual, as auditorias buscam verificar custo, volume, qualidade e necessidade dos materiais adquiridos.
Inclusive a vistoria ao galpão incendiado em Várzea Grande também tem relação com a apuração sobre os livros desnecessários.
“Uma das razões que me fez vir aqui é isso. É esse acidente, essa questão dos livros. Em Cuiabá, as coisas não estão ainda terminadas”, concluiu.
COM ESTADÃO
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