Abilio diz que espera que MP consiga derrubar decisão judicial do aumento da tarifa de água

Abilio diz que espera que MP consiga derrubar decisão judicial do aumento da tarifa de água Prefeitura de Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que não assinará nenhuma autorização para o segundo aumento da tarifa de água. Apesar de se posicionar contra, o gestor explicou que o Executivo municipal é obrigado a cumprir a decisão judicial que garante à concessionária Águas Cuiabá o direito de reajustar o serviço em 11,93% a partir de julho. De acordo com Brunini, a única alternativa para reverter o reajuste é o inquérito aberto pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), órgão pelo qual ele declarou que está "torcendo" para derrubar a medida.

"Da minha parte não terá. Ou seja, não vou assinar documento para dar aumento para nada. O reajuste anual já foi dado no início do ano, dando o que é devido a empresa. Agora esses 11,93% ela ganhou em decisão judicial, não depende de mim, foi a Justiça", declarou Abilio nesse domingo (28) ao Veja Bem MT.

O primeiro aumento de 4,47% foi feito em março e corresponde à correção anual do contrato. Já o aumento adicional de 11,93% foi solicitado pela concessionária em outubro de 2022 e posteriormente reconhecido pela Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem Ciesp/Fiesp, em São Paulo.

Abilio atribuiu o impasse a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). Segundo ele, a concessionária ingressou com processo na Justiça após diálogo fracassado com a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec), atual Cuiabá Regula.

"Tudo isso em virtude de uma decisão da gestão passada. Foi o Emanuel que acabou junto a agência de regulação que deixou isso acontecer. Da minha parte, não tem processo nenhum. Porém eles têm uma decisão judicial que dá o direito a eles", reiterou o prefeito.

A direção da Águas Cuiabá foi à Câmara na semana passada para esclarecer aos vereadores o motivo do segundo aumento e justificou que a medida é necessária para corrigir perdas da concessionária ao longo dos últimos anos que não são contempladas a partir do reajuste mínimo. O argumento não convenceu o autor do requerimento à empresa, o vereador Dilemário Alencar (União Brasil), que disse que formalizaria um pedido de anulação do aumento.

O prefeito segue na mesma direção, sendo contrário ao segundo reajuste. Abilio asseverou que sua gestão contribuiu com o MP, repassando todos os documentos necessários para o processo que tenta impedir o novo aumento.

"Nós demos todos os documentos para o MP tomar as providências. A Prefeitura de Cuiabá não tem como tomar uma decisão contrária a da Justiça. Agora o MP tem outros recursos que a Prefeitura não tem e aguardamos o êxito dessa situação", concluiu.

 

COM HNT