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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) admitiu, nesta quarta-feira (1º), que o Governo de Mato Grosso não conseguiu cumprir o prazo estabelecido para a entrega do primeiro trecho do Bus Rapid Transit (BRT) na Grande Cuiabá. A previsão anunciada em maio era colocar o corredor em funcionamento até o fim de junho, mas, diante do atraso, o chefe do Executivo pediu desculpas à população e fixou uma nova meta: iniciar a operação do modal até dezembro deste ano.
Durante entrevista coletiva, Pivetta reconheceu os transtornos provocados pelas obras e afirmou que a prioridade agora é concluir a construção das estações de embarque e desembarque, além da aquisição da frota de ônibus que atenderá o sistema.
"Estamos na fase de construção das estações e na compra dos veículos. Até o final do ano vamos colocar para funcionar o transporte coletivo do aeroporto até o Comando-Geral da Polícia Militar e também no sentido contrário", afirmou.
A nova previsão altera o cronograma apresentado pelo próprio governador em maio, quando garantiu que o trecho entre o Aeroporto Marechal Rondon e o Comando-Geral da Polícia Militar estaria pronto para operar até o fim de junho.
Ao comentar os impactos causados pelas intervenções, especialmente no trânsito de Cuiabá e Várzea Grande, Pivetta pediu desculpas à população e disse que a tendência é de melhora na mobilidade urbana após a liberação de trechos importantes das obras.
"Podemos pedir desculpas a todo o povo de Cuiabá e Várzea Grande pelos transtornos e, daqui para frente, o trânsito vai fluir", declarou.
Apesar da liberação do tráfego na região da Prainha, o governador reconheceu que ainda existem pontos críticos em execução. Segundo ele, o principal gargalo está na Avenida Miguel Sutil, no cruzamento com a Avenida do CPA, nas proximidades da Todimo. A expectativa do governo é que esse trecho seja totalmente liberado até o fim deste mês.
Após a conclusão dessa etapa, o Complexo do Leblon deverá concentrar as principais intervenções restantes do projeto. Conforme Pivetta, as próximas obras serão executadas de forma gradual para reduzir os impactos na mobilidade urbana.
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