Você sabe para onde vai o valor da sua conta de luz? Entenda como funciona a cobrança

Você sabe para onde vai o valor da sua conta de luz? Entenda como funciona a cobrança Reprodução

Muitos consumidores associam o valor da conta de energia elétrica exclusivamente à distribuidora. No entanto, a tarifa é composta por diferentes parcelas que envolvem toda a cadeia do setor elétrico, desde a geração até a entrega da energia nas residências, comércios e indústrias.

Em Mato Grosso, apenas uma parte do valor pago pelos clientes permanece com a Energisa. A maior parcela é destinada a outros agentes do setor elétrico e ao pagamento de tributos e encargos definidos por lei.

De acordo com a composição tarifária, 24,8% da conta corresponde aos custos de geração de energia, ou seja, ao pagamento das usinas responsáveis por produzir a eletricidade consumida pela população. Outros 6,4% são destinados às empresas de transmissão, que operam as linhas responsáveis por transportar a energia das usinas até as subestações.

Já os tributos e encargos setoriais representam uma parcela significativa da conta. Os impostos, como ICMS, PIS e Cofins, somam 22,7% da tarifa. Os encargos setoriais, que financiam políticas públicas e programas do setor elétrico definidos pelo governo federal, correspondem a 15,9%. A parcela destinada à distribuição representa 30,2% da conta de energia.

"A Energisa não produz energia. Nosso papel é distribuir essa energia até os consumidores com qualidade e segurança. A conta de luz funciona como um condomínio, a distribuidora arrecada os valores e repassa a maior parte para os demais agentes do setor. Apenas uma parcela fica com a empresa para custear investimentos, manutenção da rede, operação do sistema e atendimento aos clientes", explica a coordenadora da Energisa, Gabriela Dias.

Considerando uma conta hipotética de R$ 100, apenas cerca de R$ 30 permanecem com a distribuidora. Cerca de R$ 25 são destinados às geradoras de energia, R$ 6 às transmissoras e aproximadamente R$ 39 ao pagamento de tributos e encargos. É com essa parcela que a Energisa mantém suas operações no estado, realiza obras, amplia redes, moderniza o sistema elétrico e gera mais de 6 mil empregos diretos e indiretos em Mato Grosso.

A distribuidora reforça que a composição da tarifa é definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e segue critérios regulatórios que garantem o funcionamento de todo o setor elétrico brasileiro, desde a produção até a entrega da energia aos consumidores.