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Apontado pela Polícia Civil como autor do disparo que matou o entregador Toni Marcos Pereira Souza, de 32 anos, durante um latrocínio em Cuiabá, Ícaro Vitor Pinheiro da Silva Trindade, de 20 anos, afirmou estar arrependido e pediu perdão à família da vítima. A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (3), enquanto deixava a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva).
Questionado sobre o que gostaria de dizer aos familiares do entregador, o suspeito afirmou que lamenta o crime.
"Eu só estou arrependido. Só isso que eu tenho a dizer. Eu peço perdão. Não foi minha intenção fazer isso. Eu só peço perdão pelo que eu fiz. Perdão para a família dele e perdão para minha mãe", declarou.
Ao ser perguntado se cometeria o crime novamente, Ícaro respondeu que não.
"Eu nem iria fazer isso. Eu nem sairia da minha casa", disse.
Durante a conversa com a imprensa, o suspeito negou integrar facção criminosa, afirmou que não possui antecedentes criminais e disse que aceitou participar da ação criminosa após ser convidado por um colega. Ele também alegou que a arma utilizada durante o crime pertencia ao adolescente que o acompanhava.
A versão apresentada por Ícaro, no entanto, diverge da investigação conduzida pela Polícia Civil. Segundo o delegado responsável pelo caso, as apurações apontam que foi o próprio suspeito quem efetuou o disparo que atingiu o entregador. A investigação também não encontrou, até o momento, indícios de que a dupla tenha ligação com facções criminosas.
O caso
O crime aconteceu na tarde de quinta-feira (2). Antes de abordar o entregador, Ícaro e um adolescente assaltaram um açougue na Avenida Jurumirim, no bairro Carumbé.
Na sequência, durante a fuga, a dupla tentou roubar a motocicleta de Toni Marcos Pereira Souza. O entregador reagiu e acabou baleado no tórax. Ele foi socorrido por populares e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, mas não resistiu aos ferimentos.
Mesmo após o disparo, os criminosos roubaram outra motocicleta para continuar a fuga. Horas depois, foram localizados e presos no bairro Jardim Itália por equipes da Polícia Militar, com apoio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O caso é investigado pela Polícia Civil como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.
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