Após ação de Abilio no TJMT, vereadores divulgam manifesto em defesa da autonomia da Câmara

Após ação de Abilio no TJMT, vereadores divulgam manifesto em defesa da autonomia da Câmara Ediana Tanara

A ofensiva judicial do prefeito Abilio Brunini (PL) para alterar regras do Regimento Interno da Câmara de Cuiabá provocou uma reação entre os vereadores. Durante a sessão desta quinta-feira (9), parlamentares apresentaram um manifesto institucional em defesa da autonomia do Legislativo e da independência entre os Poderes.

O documento foi lido em plenário pelo vereador Ilde Taques (Podemos) e reúne assinaturas de parlamentares que defendem que as regras de funcionamento da Câmara continuem sendo definidas pelos próprios vereadores, sem interferência externa.

A manifestação ocorre após Abilio ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), questionando a exigência de quórum qualificado para a aprovação de determinados assuntos previstos no Regimento Interno. O tema ganhou repercussão porque pode impactar diretamente futuras mudanças nas regras para a eleição da Mesa Diretora.

No texto, os vereadores afirmam que o manifesto não representa um confronto com o Judiciário nem um julgamento antecipado da ação apresentada pelo prefeito. O objetivo, segundo eles, é reafirmar a autonomia da Câmara para deliberar sobre questões internas e preservar a independência do Poder Legislativo.

Os parlamentares também cobram uma atuação institucional da Procuradoria-Geral da Câmara no processo. Entre os pedidos estão a apresentação de uma estratégia jurídica para a defesa da Casa e o compartilhamento das manifestações que forem protocoladas no decorrer da ação.

Ao encerrar a manifestação, os vereadores sustentam que a autonomia do Legislativo é uma garantia prevista na Constituição e defendem que qualquer mudança na organização interna da Câmara seja resultado do debate entre os próprios parlamentares, e não de influência externa. O documento será registrado oficialmente e encaminhado à Procuradoria-Geral da Câmara para as providências solicitadas.