Pré-candidatura de Pedro Taques ao Senado pode não ter apoio da Federação

Pré-candidatura de Pedro Taques ao Senado pode não ter apoio da Federação REPRODUÇÃO

O Partido Verde (PV) e o PCdoB abriram uma crise interna na Federação Brasil da Esperança ao recusarem a assinatura da nominata ao Senado. Embora as duas legendas concordem em apoiar a reeleição de Carlos Fávaro (PSD), há uma forte resistência contra o nome do ex-governador Pedro Taques (PSB) para a segunda vaga da chapa majoritária. Lideranças do PV e do PCdoB usam o passado político de Taques como justificativa para o veto, relembrando a sua firme defesa pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016. O impasse trava a oficialização da coligação do bloco de esquerda.

O embate sobre o Senado tensiona a Federação, mas é apenas um dos impasses do grupo que defende o palanque do presidente Lula (PT) em Mato Grosso. Outro ponto delicado no grupo da esquerda é a majoritária ao governo. Foi formado consenso pela pré-candidatura da Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), com o apoio de dos três partidos da federação e o embarque do PDT na campanha.

Além de não apoiar Taques, o PCdoB mantém a pré-candidatura da presidente do PCdoB, a professora Patrícia Nogueira. A professora formalizou sua intenção de concorrer ao Senado ao lado da ex-vereadora por Cuiabá, Edna Sampaio (PT), que acabou rifada pelo partido quando os petistas apresentaram a chapa com Fávaro e Taques.

Na mesma semana que o PDT abriu mão da pré-candidatura do geólogo Caiubi Khun (PDT) para endossar a chapa de Natasha, o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), lançou seu nome à disputa, rivalizando espaço internamente com a médica, configurando um novo impasse na esquerda.

 

COM HNT