ASSESSORIA
A banca de defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra sofreu uma baixa logo após a sua condenação a 36 anos de reclusão pelo duplo homicídio de Thays Machado e Willian Moreno. O advogado Elson Marcelino confirmou que não representa mais o réu e que o patrocínio das ações recursais ficará sob a responsabilidade exclusiva da jurista Larice Cristina da Silva.
Em entrevista ao HNT, Marcelino esclareceu que sua participação no processo limitava-se a uma subcontratação técnica específica para a fase do Tribunal do Júri, realizada na última sexta-feira (31), devido à sua expertise em crimes dolosos contra a vida, optando por não estender o vínculo para a etapa de apelação.
"Não chegamos a um denominador comum. Para evitar desgastes, me retirei e a doutora Larice conduzirá da forma que melhor entender", explicou.
Às vésperas do julgamento, Elson tentou adiar o Conselho de Sentença ao colocar sob suspeição a atuação da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá. A defesa também convocou ao menos duas coletivas de imprensa e tentou justificar a inclusão de um novo laudo pericial sobre a insanidade mental do filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra.
Apesar da tentativa, os jurados reconheceram que Carlinhos cometeu homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio contra Thays Machado. Em relação a Willian César Moreno, os jurados o condenaram por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O CASO
Thays Machado era ex-companheira de Carlinhos. No dia de sua morte, em 18 de janeiro de 2023, ela havia acabado de buscar o então namorado, Willian Moreno, no aeroporto de Várzea Grande, quando os dois foram surpreendidos por disparos de arma de fogo na calçada do edifício Solar Monet, onde morava a mãe da vítima.
Eles morreram ainda no local. Carlinhos fugiu para uma propriedade rural da família, cujo patriarca é o ex-governador de Mato Grosso, Carlos Bezerra. No decorrer do processo, o réu chegou a ser beneficiado com prisão domiciliar, mas voltou à cadeia após violar as medidas cautelares.
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