REPRODUÇÃO REPORTER MT
A reta final das articulações majoritárias do Partido Liberal (PL) deflagrou um racha interno e abriu uma crise de identidade na oposição. O senador Wellington Fagundes (PL) surpreendeu os aliados ao chancelar o nome do médico Alencar Farina (PL) como seu candidato a vice-governo, descartando o empresário Marcelo Maluf (Novo) no teto do prazo das convenções.
O movimento, anunciado hoje (7), implodiu o acordo que vinha sendo desenhado com o partido Novo e enfureceu a ala ideológica da legenda. Nas redes sociais e em grupos de mensagens, militantes conservadores ressuscitaram a pecha de "melancia" (verde por fora e vermelho por dentro) contra Wellington, acusando o senador de pragmatismo excessivo e de trair o alinhamento puramente direitista na composição do palanque.
O motivo da revolta da ala conservadora é o passado de Farina. O médico tem no currículo uma longa caminhada ao lado da esquerda em Mato Grosso.
Em 2004, foi candidato a vice-prefeito de Cuiabá na chapa de Alexandre César (PT), numa coligação que juntava PT, PL e PCdoB. Anos depois, em 2008, disputou a Câmara da Capital vestindo a camisa do PT e, em 2012, chegou a ter o nome lançado pelos petistas para a Prefeitura de Várzea Grande.
Ironia ou não, a estreia de Farina na política aconteceu sob as bênçãos do próprio Wellington, lá em 2003, quando o médico trocou o PMDB pelo PT com aval de José Alencar.
Mais de duas décadas depois, o reencontro da dupla escancara o racha no PL que não tolera acenos ao PT.
COM REPORTER MT
Copyright © Todos os direitos reservados

