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O Ministério Público Eleitoral está questionando a indicação de Gisela Simona (UB) para vice de Otaviano Pivetta(Republicanos) em reunião da Federação União Progressista (União Brasil/PP) e não durante a convenção. É justamente essa deliberação que entrou na mira da Procuradoria.
A mudança do vice que era até então Fábio Garcia (União),fez com que ele voltasse a disputar a proporcional.
Acontece que a convenção estadual realizada em 4 de agosto havia homologado Gisela Simona e Ednei Blasius como candidatos a deputado federal. No entanto, o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) posteriormente encaminhado à Justiça Eleitoral apresentou Fábio Garcia e Sandy de Paula no lugar dos dois.
Isso porque apenas quatro dos 11 integrantes da Direção Estadual aparecem na lista de presença da reunião. Conforme o estatuto da federação citado pelo MPE, decisões dessa natureza exigem maioria absoluta, o equivalente a pelo menos seis votos.
Apesar de a ata registrar aprovação por unanimidade dos presentes, o procurador regional eleitoral Fabrizio Predebon da Silva avaliou que os quatro votos não atingem o quórum necessário. Para o MPE, há, em análise preliminar, “risco de nulidade” sobre as substituições realizadas.
O MPE pediu que a Federação União Progressista seja intimada para, no prazo de três dias, comprovar que houve maioria absoluta na deliberação ou realizar nova reunião para ratificar regularmente as substituições.
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