REPRODUÇÃO
O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), reagiu com firmeza à ofensiva jurídica da coligação de seu principal adversário, o senador Wellington Fagundes (PL), que protocolou um pedido de impugnação contra o seu registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).
Em declaração pública, o chefe do Executivo estadual classificou as investidas da oposição como "covardes e improcedentes", garantindo que não se deixará desestabilizar pelo que considera uma manobra jurídica de bastidores e que sua melhor resposta será dada com a continuidade do trabalho no comando de Mato Grosso.
A tentativa de barrar o governador nas instâncias judiciais foi oficializada logo após o encerramento do primeiro debate na televisão, promovido pelo portal Primeira Página. A ação movida pelo Partido Liberal tenta ressuscitar uma condenação administrativa do Tribunal de Contas da União (TCU) referente à aquisição de uma Unidade Móvel de Saúde no município de Lucas do Rio Verde. O processo arrasta-se desde a época em que Pivetta era prefeito e gerou uma discussão sobre prazos de inelegibilidade, que o governador sempre conseguiu reverter ou suspender por meio de liminares que validaram suas vitórias eleitorais nas chapas majoritárias de 2018 e 2022.
Longe de recuar diante do cerco jurídico, Otaviano Pivetta aproveitou para subir o tom e expor as fragilidades políticas do candidato do PL, desidratando o discurso de moralidade da chapa adversária.
O governador relembrou a forte influência que Wellington Fagundes exerceu durante anos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ao longo dos mandatos presidenciais do PT, destacando de forma irônica que o parlamentar só perdeu o controle das indicações estratégicas e das bilionárias verbas federais de infraestrutura quando foi "expulsos do órgão" pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A artilharia do Palácio Paiaguás atingiu também as nomeações de confiança mantidas pelo senador em Brasília. Pivetta associou diretamente Wellington ao esquema de corrupção da gestão de Silval Barbosa ao revelar que o atual secretário parlamentar do gabinete de Fagundes no Senado é Cinésio Nunes de Oliveira, ex-secretário de Estado de Infraestrutura condenado pela Justiça ao ressarcimento de R$ 3,4 milhões por envolvimento em recebimento de propina na rodovia MT-413. "Ele é parceiro de Silval e quer voltar à cena do crime", disparou o governador.
Com o acirramento mútuo dos ataques e a judicialização definitiva da campanha, a eleição ao governo estadual entra em uma fase de polarização total. Enquanto a assessoria jurídica de Otaviano Pivetta prepara a peça de contestação técnica para sepultar o pedido de impugnação no TRE-MT, a coordenação de campanha foca nas agendas do interior, apostando na entrega de mais de 7 mil quilômetros de asfalto e no equilíbrio fiscal do Estado para neutralizar as narrativas da oposição e garantir o favoritismo nas urnas em outubro.
COM HNT
Copyright © Todos os direitos reservados

