Ex-funcionária de uma clínica odontológica em Cuiabá, confessou desviar mais de R$ 50 mil para quitar dívidas de jogos de azar

Ex-funcionária de uma clínica odontológica em Cuiabá, confessou desviar mais de R$ 50 mil para quitar dívidas de jogos de azar REPRODUÇÃO

Arielly Katerine dos Santos, ex-funcionária de uma clínica odontológica em Cuiabá, confessou desviar mais de R$ 50 mil para quitar dívidas de jogos de azar, alvo da Operação Falso Sorriso da Derf. A suspeita utilizava seu acesso administrativo para receber pagamentos de pacientes em contas pessoais e alterar registros internos. A investigação, que identificou mais de 15 vítimas, aponta para furto qualificado e estelionato, com prejuízos totais podendo superar R$ 100 mil.

Segundo o delegado Hugo Abdon Lima, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), durante o interrogatório, ela relatou ter cometido os golpes por estar passando por dificuldades financeiras, motivadas por dívidas relacionadas a jogos de azar.

“Ela confessou o crime perante nós. Ela falou que estava com dificuldade financeira, provavelmente dívida oriunda de jogos de azar. Ela confessou não só o desvio do dinheiro da empresa, ou seja, o furto qualificado mediante fraude e também qualificado pelo abuso de confiança, como também o estelionato praticado contra talvez 15 vítimas já identificadas”, afirmou.

“Aqui na delegacia de roubos e furtos temos incidência, um padrão de comportamento em duas esferas. Uma são os usuários de drogas, que, para manter o vício, têm que praticar atos ilícitos, e também temos aqueles que são viciados em jogos de azar, que é muito comparável a drogas ilícitas também. Então, para manter o vício em jogos de azar e também para cumprir com suas dívidas, porque a grande e esmagadora maioria deles são endividados, eles praticam esses atos ilícitos”, completou Hugo Abdon.

Conforme a investigação, a suspeita trabalhava nos setores administrativo e financeiro da clínica e utilizava a função que exercia para cobrar pacientes por meio de Pix, links, QR Codes e máquinas de cartão vinculados às próprias contas.

Depois de receber os valores, ela teria alterado os registros internos para que os pagamentos constassem como quitados, embora o dinheiro não fosse repassado à clínica.

O esquema foi descoberto depois que uma paciente informou aos proprietários que havia feito um Pix diretamente para a conta pessoal da funcionária. Até o momento, mais de 15 vítimas foram identificadas, e os contratos inicialmente levantados ultrapassam R$ 50 mil. O prejuízo total pode superar R$ 100 mil.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computadores, máquinas de cartão, documentos e outros materiais que serão analisados. O objetivo é identificar possíveis novas vítimas e esclarecer a extensão do esquema.

A investigada pode responder por furto qualificado mediante fraude, furto qualificado pelo abuso de confiança e estelionato.

 

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